quinta-feira, 22 de setembro de 2016

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS: TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS: TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA

Amábyle Magalhães
Irenilde Assis
Johnatas Silva
Lauanda Menezes
Raimundo Nogueira

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo mostrar alguns pontos e aspectos fundamentais da Tendência Liberal Renovada (Escola Nova).  A proposta é conceituar, contextualizar histórica, social e politicamente a aludida tendência pedagógica, bem como apresentar seu contexto no âmbito escolar, discorrendo de forma sintética sobre seus métodos de ensino-aprendizagem, apresentando também seus aspectos positivos e negativos.

Palavras-chave: Pedagogia. Tendência. Renovada


1 CONCEITUAÇÃO
A tendência Liberal Renovada (Escola Nova) tem como objetivo principal preparar o aluno para exercer seu devido papel na sociedade, partindo das necessidades e interesses individuais dele, necessárias à adaptação ao meio social. Dessa forma ele deve imitar a vida, pois é parte da própria experiência humana. A tendência Liberal Renovada (Escola Nova), propõe um ensino que valorize a autoeducação (o aluno como sujeito do conhecimento), defende a ideia de “aprender fazendo”, portanto centrada no aluno, valorizando as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo ao meio natural e social, levando em conta os interesses do aluno.
Dentro da tendência Liberal Renovada (Escola Nova), Luckesi também apresenta a Liberal Renovada não-diretiva. Nesta tendência prioriza-se o desenvolvimento das relações e comunicação favorecendo assim ao aluno um clima de realização pessoal. Não existe metodologia definida e sim o empenho do professor, utilizando técnicas de sensibilização que favoreçam o autoconhecimento pessoal na formação de atitudes. A avaliação torna-se desnecessária. E por fim é uma educação centralizada no aluno (no aspecto psicológico dele) que aprende assim a modificar as percepções da realidade.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA, SOCIAL E POLÍTICA
A Tendência Liberal Renovada, segundo Libâneo (1994), surge na Europa em meados de 1920, como contraposição à tendência Tradicional. Entre as várias correntes, destaca-se a linha progressivista, baseada na teoria de John Dewey, e a não-diretiva, fundada nas ideias de Carl Rogers. Essa tendência, que ainda hoje influencia muitas práticas pedagógicas, surge no Brasil na década de trinta, tendo como principal representante Anísio Teixeira. Com a instalação do chamado Estado Novo, sob o comando de Getúlio Vargas, o Brasil experimenta várias mudanças importantes, como a adoção do voto feminino, a modernização das relações de trabalho, a substituição progressiva das importações pela indústria nacional, etc. Os sindicatos dos trabalhadores urbanos e as ligas camponesas pressionam o governo, que faz concessões em forma de reconhecimento de direitos, tornando-se atores importantes da vida política nacional. Setores militares e partidos de esquerda se destacam politicamente e passam a exercer grande influência nos movimentos sociais e nas disputas de poder. Tal contexto histórico, social e político exige o rompimento das concepções tradicionais pedagógicas que embaraçam as novas forças políticas, econômicas e sociais protagonistas desse novo momento histórico que substitui a chamada República Velha. Assim, a tendência Liberal Renovadora, em qualquer de suas versões, propõe-se a criar um novo ambiente, com mentalidade modernizante e ampliação do espaço de participação social. O papel da escola, nesta tendência, não se reduz a atender os interesses das elites oligárquicas, mas se presta a ordenar as necessidades individuais ao meio social.
3 CONTEXTO ESCOLAR E DE ENSINO-APRENDIZAGEM
A tendência Liberal Renovada (Escola Nova), no contexto educacional de ensino-aprendizagem, caracteriza-se pela priorização da democracia na construção de uma sociedade, considerando as diferenças e individualidades de cada aluno. Dessa forma, constituem-se métodos de ensino, com base nas atividades que estimulem a reflexão, as experiências vividas. A escola tem um papel significativo na maneira de encaminhar as experiências, a fim de determinar sua utilidade para a vida de cada indivíduo. Nessa concepção, o professor tem como função assessorar o crescimento desprendido e natural do aluno, sem intervir no seu modo de evolução, apenas organizando e sistematizando o raciocínio do mesmo. Assim, aprender torna-se uma prática de exploração e autoconhecimento, sendo o ambiente somente o meio encorajador e o professor apenas um orientador.
4 ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVO
Dentre os aspectos positivos dessa tendência, destaca-se a função do aluno como sujeito ativo no processo de aprendizagem, tendo o professor o papel de orientador no processo de construção do saber; o saber surge a partir das necessidades individuais do aluno, que ao ser estimulado busca por si próprio o conhecimento através de experiências; e o fato de que nessa perspectiva pedagógica o mais importante não é o saber propriamente dito, e sim a forma de aquisição do mesmo. Por outro lado, é observável, também, um aspecto negativo: os críticos da tendência pedagógica Liberal Renovada (Escola Nova) alegam que o movimento abri mão de conteúdos essências e que não exige nada do aluno, estando sujeito apenas a seus interesses e espontaneidade.
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Luckesi, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994. – (Coleção magistério 2º grau. Série formação do professor)
Escolas Pedagógicas. Disponível em: http://teoriaecriticaliteraria.blogspot.com.br/2010/02/escolas-pedagogicas.html



Breve Análise do Conto MAIBI de Alberto Rangel

Leia o conto “Maibi” do livro Inferno Verde, de Alberto Rangel. Analise o texto e suas alegorias bem como seu contexto histórico observando os referentes aspectos do Realismo e Naturalismo.
O conto Maibi, de Alberto Rangel, integra o livro Inferno Verde, escrito pelo referido autor em 1908.  O conto faz alusão as atividades sócio-econômicas vigentes na região amazônica no século XX, a saber: o ciclo da borracha. Ciclo que este que teve seu apogeu entre 1890 e 1920, levando cidades como Manaus e Belém a gozarem de tecnologias que algumas cidades do sul e sudeste não possuíam (luz elétrica, bondes, água encanada, esgoto etc.). Toda essa "glória" teve também seu lado "negro": a exploração ambiciosa e desenfreada da Amazônia e o trabalho escravo vivenciado pelos trabalhadores nos seringais.
O texto é rico em figuras de linguagem, a começar pelo título "Maibi", que é uma metáfora para representar a Amazônia. O autor faz uso de recursos linguísticos que embelezam o texto: "A mata pintava-se de um mesmo verde-veroneso; o céu embebia-se de aguada azul da Prússia; as horas escorriam na lentura de um óleo denso, dessangrando por fino sangradouro; o sol rojava-se diariamente pelos seus paços imperiais, num servilismo de escravo". Ele faz uso também de denominações da época peculiares dos seringais, como: "brabos, mateiros, colocação no centro, fregueses do toco, frasco etc.". O conto se encerra com o martírio de Maibi e retoma a alegoria que alude a grande Amazônia. O autor compara a morte da cabocla a um holocausto, o qual representa tantos que padeceram no meio da floresta, dando seu próprio sangue por um sonho inalcançável. Maibi verteu seu sangue até a ultima gota, assim como "sagraram" a Amazônia até as últimas instâncias, motivados por um capital selvagem e desumano. "O martírio de Maibi, com a sua vida a escoar-se nas tigelinhas do seringueiro, seria ainda assim bem menor que o do Amazonas, oferecendo-se em pasto de uma indústria que o esgota".
Os aspectos do Realismo no conto são observados através do perfil dos personagens. A cobiça, a corrupção, a inveja e a exploração do outro, pois o autor tem uma visão objetiva da vida, pondo-se como observador distante, crítico e analítico. Aspectos do Naturalismo também estão presentes. No conto, o homem é apresentado como escravo do seu meio social, que luta pela sobrevivência. Referências a aspectos fisiológicos são características do Naturalismo, bem como às questões sexuais: "As carícias ardentes da moça iriam agora aplicar-se em outro... Nos braços de outro ela se arrebataria em juras e suspiros...".

(Johnatas Silva, aluno do 2° período de Letras da UEA)

domingo, 11 de setembro de 2016

Vagas Lembranças

Tudo meio inerte ultimamente. As euforias do perigo e do desejo pelo proibido já passaram. Só restam vagas e superficiais lembranças de um sonho que foi interrompido pelo soar de um despertador. Que seja assim: sem mais noites em claro; sem mais brilho no olhar; sem mais expectativas frustradas a cada minuto. Sinto uma mistura de momentos. Nada de hoje, é claro. Faz tempo que isso reside dentro de mim. 

Johnatas Silva 

Em: 09.09.2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Textos de uma Prova que Fiz no Decorrer do Curso

1. A partir das três características da Ideologia, problematize-a relacionando com o Conhecimento, Escola e Filosofia.

A ideologia, como é assimilada pela sociedade contemporânea, sendo apenas a manutenção do status de poder de uma determinada classe social, está indiscutivelmente entrelaçada à produção de conhecimento, ao papel e finalidade da escola e a análise filosófica dessas questões. Isso se dá porque o pensamento ideológico irá, direta ou indiretamente, afetar ou até mesmo intervir na forma como essas questões são concebidas, já que, olhando por essa perspectiva, ela manipula as massas, fazendo-as acreditar numa falsa realidade. A escola, dentro dessa visão, nada mais é do que um aparelho reprodutor dos ideais “elitistas”, ajustando os indivíduos à determinada condição social. Dessa forma, até a crítica e o pensamento reflexivo (filosófico) do que há por trás das ideologias presentes na sociedade moderna é, de alguma maneira, comprometida, uma vez que uma crítica a qualquer conceito ideológico, surge, na maioria das vezes, de uma ideologia oposta àquela que está em evidência.

2. Estabeleça uma discussão sobre Educação Popular, Escola e Filosofia.

A Educação Popular era vista, e ainda é, por muitos teóricos e estudiosos, como uma forma de alienação e manipulação das camadas menos favorecidas da sociedade. Para eles ela não contemplava o real propósito de uma educação destinada para povo, que é o de servir como forma de inclusão social e libertação, formando cidadãos críticos e cientes da realidade que os cerca. Sendo assim, é preciso reavaliar o funcionamento e os procedimentos da escola na chamada Educação Popular. E para isso é indispensável o pensamento crítico e reflexivo desse processo. É inteiramente benéfico para sociedade como um todo que a escola, de fato, intervenha nos processos sociais de forma positiva, e prepare pessoas melhores para o convívio coletivo.

3. Contextualize as matrizes educacionais relacionando-as com as tendências pedagógicas.

As matrizes da educação brasileira ainda estão bem presentes no contexto social atual. É só atentarmos um pouco mais para nossos processos educacionais para vermos que ainda há a presença de uma fração, na forma de se trabalhar a educação, dos religiosos (os jesuítas), dos militares (existem escolas denominadas militares hoje e alguns processos, mesmo dentro do ensino público, são herdados dela), dos grupos escolares, criados no governo de Getúlio Vargas, também conhecidos como escola funil (um tipo de escola seletista) dentre outros modelos. Tudo isso estritamente relacionado as tendências pedagógicas, que estão vivas também entre nós. Algumas não mais com a força de tempos atrás, por terem sido ofuscadas por outras tendências, mas ainda atuantes na educação que está disponível hoje. E convenhamos, isso é necessário.

Acredito que hoje vivenciamos uma mescla dessas tendências. Por exemplo, o uso da autoridade do professor em certos casos, faz alusão às tendências mais conservadoras. A questão da qualificação de mão de obra para o mercado de trabalho, faz alusão a tendência tecnicista. O debate livre e o pensamento crítico sobre temas relevantes para nossa sociedade, faz clara alusão as tendências progressitas, baseadas na pedagogia de Paulo Freire. E a análise crítica do material didático que nos é oferecido hoje, faz alusão a tendência progressista crítico-social dos conteúdos. É exatamente nesse contexto que estamos inseridos.

4. Problematize a Educação como Redenção, Reprodução e Transformação da Sociedade.

As concepções filosóficas sobre a educação como Redenção, Reprodução e Transformação da sociedade suscitam controvérsias e debates entre os que se dedicam a área do ensino. Isso porque cada uma defende o conceito de educação bastante diferente um do outro. Vejamos: Mesmo sendo de cunho religioso, a educação como Redenção da sociedade falha ao afirmar que o caos social desaparecerá através de uma educação que traga o indivíduo a um estado de “pureza” moral, e é notório que isso é praticamente impossível. A educação como Reprodução é a mais criticada exatamente por ter o viés de manutenção da supremacia das “elites dominantes”. Nessa concepção, de nada adianta o esforço do professor em tentar fazer algo que mude a vida dos seus alunos, pois consciente ou não, ele está apenas legitimando a ideologia dominante vigente.  E por fim temos a educação como Transformação da sociedade, que visa, através de uma prática escolar crítica, produzir uma mudança significativa nas pessoas, para que consequentemente haja uma mudança mais abrangente.


(Johnatas Silva, aluno do 2° perído do Curso de Letras Língua Portuguesa da UEA)

Herança Portuguesa (Arquitetura)

O vídeo abaixo é fruto de um trabalho de um grupo de universitários da Universidade do Estado do Amazonas, o qual trata de algumas edificaç...