sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Resumo da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro

Resumo da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, de Izabel Christine Seara, Vanessa Gonzaga Nunes e Cristiane Lazzarotto-Volcão

Johnatas Silva
O capítulo I da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, traz de início o objeto de estudo da Fonética e da Fonologia, bem como a distinção que há entre elas. Para as autoras, “tanto a fonética quanto a fonologia investigam como os seres humanos produzem e ouvem os sons da fala” (p. 11), sendo a Fonética responsável por estudar esses sons a partir dos órgãos que os produzem e a Fonologia responsável por estuda-los de forma sistemática e organizada dentro de cada língua específica.
O capítulo II aborda Fonética Articulatória. Trata-se de identificar quais os órgãos articuladores da fala. É apresentado então o aparelho fonador – conjunto de órgãos responsáveis pela produção dos sons da fala (boca, nariz, língua, pulmões, laringe, faringe, traqueia, etc). Esses órgãos, chamados também de articuladores, são divididos em ativos, que são os que se movimentam para a produção dos diferentes sons da fala (língua, lábio inferior, véu do palato, pregas vocais) e passivos, constituídos pelo lábio superior, dentes superiores, palato duro e palato mole.
O capítulo III discorre sobre os Segmentos Fonéticos e tem como objetivo identificar os movimentos articulatórios de vogais e consoantes, bem como cada um de seus órgãos articuladores. São também classificados os Segmentos Fonéticos a partir de seu ponto e modo de articulação e vozeamento. As autoras então apresentam os Segmentos Vocálicos e os Segmentos Consonantais. Como as vogais são produzidas com o ar saindo direto dos pulmões, elas se distinguem das consoantes exatamente pela “inexistência de obstrução à saída de ar no trato vocal” (p. 25). Ainda dentro do Segmento Vocálico, são apresentadas as vogais orais e nasais e também todo o processo de produção de sons delas: altura e posição da língua, posição da boca (abertas, semiabertas, fechadas), o movimento dos lábios (arredondadas, não arredondadas), se são anteriores, posteriores, centrais, encontros vocálicos (ditongo, tritongo, hiato), dentre outros.
Ainda no capítulo III está presente os Segmentos Consonantais. As autoras o dividem em dois grandes grupos: os segmentos surdos (não-vozeados) e os sonoros (vozeados). Como já foi dito, diferentemente das vogais, as consoantes, ao serem articuladas, precisam de obstrução parcial ou total do ar. As consoantes surdas são as que não necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. pata, faca), já as sonoras necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. bode, zona). Os pontos de articulação das consoantes são: bilabial, labiodental, dental, alveolar, alveopalatal, palatal, velar, uvular e glotal. Nos modos de articulação as consoantes classificam-se em: oclusiva, nasal, fricativa, africada, tepe (ou tap), vibrante (simples e múltipla), retroflexa, aproximante e lateral.
Finalizando o capítulo III, as autoras trazem a Transcrição Fonética, que é, segundo elas, “a capacidade de representar (através de símbolos) os sons emitidos por um falante do Português Brasileiro quando produz sua fala” (p. 61) e afirmam que existem duas maneiras de se fazer transcrições fonéticas: a restrita e a ampla. Na primeira todos os detalhes fonéticos são levados em consideração, enquanto que na segunda os aspectos mais gerais dos segmentos é que são explicitados.


(Johnatas Silva, aluno do curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Diário de Leitura do Livro "Terra Sonâmbula" - Mia Couto

Registros da Leitura do Livro “Terra Sonâmbula” de Mia Couto
Durante toda a disciplina de Teoria e Prática da Leitura, foi-nos dada a missão de fazermos um diário de leitura. Esse diário consiste no registro de nossa trajetória de leitura da obra escolhida, no meu caso “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto; bem como nossas impressões e até mesmo críticas. Sendo assim, deixarei aqui o que me aconteceu nesses dias de leitura.
Primeiro dia: 11 de outubro de 2016.
Neste meu primeiro dia de registros no meu diário de leitura, a sensação é de expectativa para saber quais serão minhas experiências no decorrer da jornada, e ansiedade para descobrir o que o texto irá me revelar. Acredito que será uma leitura prazerosa, visto que o autor da obra, Mia Couto, é um gigante da literatura contemporânea.
Já lendo as primeiras páginas do primeiro capítulo, percebo um vocabulário e uma estrutura sintática diferentes do que estou habituado. Previ que seria assim porque a obra é redigida originalmente em português africano (o autor faz uso frequente de termos típicos de lá). E por esse primeiro contato com o texto, já várias imagens foram acionadas em minha mente: os horrores das guerras e a destruições que elas proporcionam.
Segundo dia: 13 de outubro de 2016
Lendo a situação que o Kindzu enfrentava com sua mãe – o que está escrito no seu primeiro caderno e é lido pelo jovem Muidinga – e como era desprezado por ela, muitas coisas me vieram à mente. Não porque tive algum tipo de problema nesse aspecto com minha mãe, e sim porque isso me leva a pensar em outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. Chega até ser surpreendente o fato de mães desprezarem seus filhos. Logo mães, que sempre demonstram um amor quase incondicional. Contudo na vida real, assim como representada através da arte, essas coisas acontecem.
Terceiro dia: 17 de outubro de 2016
Interessante o capítulo que leio agora! Depois de ficarem sem comida, Muidinga e seu tio vão para a mata atrás de alimento. O jovem receia que o velho possa levá-los a se perderem na mata, e ele teme não poder mais voltar para o ônibus, porque lá, em meio aos rastros e vestígios da morte, existe algo de valor: os cadernos de Kindzu, os quais ele lê todas as noites. (Noites em que ele faz uma viagem diferente). Na cabeça do jovem existe a possibilidade de que ele nunca mais poderá ter aqueles escritos. Isso me mostra o poder que a literatura tem de levar as pessoas a viajarem por outros mundos, fazendo-as, ainda que por algumas horas, esqueceram da realidade que as cerca, não importando quão terríveis sejam elas.
Lembrei-me de um livro que li em 2008 chamado “A Divina Revelação do Inferno”, de Mary Baxter. O livro era de caráter extremamente empírico, e confesso que hoje, depois de alguns anos, eu não concordo mais cem por cento com seu conteúdo, contudo, na época, eu me vi envolvido de tal forma por aquela leitura, que de fato esquecia de tudo e de todos quando a começava. O livro não era pequeno, tinha cerca de 300 páginas, e eu consegui lê-lo em três dias. Eu começa a ler e praticamente não conseguia parar. Me sentia quase vivendo, literalmente, as experiências relatadas nele. Foi até hoje minha leitura mais envolvente.
Quarto dia: 24 de outubro de 2016
A leitura de hoje é sobre o terceiro caderno de Kindzu e dentre as aventuras contadas está a de quando ele se encontra com um anão que veio do céu, o qual o guia, no meio da imensidão do mar, a um navio encalhado num banco de areia. Me chamou bastante atenção essa narrativa porque ele tinha acabado de sair do meio de uma gente faminta, que esperava exatamente o que ele estava vendo: um navio à deriva. Interessante que ele quase não acreditou no que estava acontecendo. Isso já me aconteceu (e acontece) algumas vezes. Quando o que parece impossível se torna possível, às vezes tenho um pouco de dificuldade de acreditar. Tenho certeza de que o Kindzu teve o mesmo sentimento.
Apesar de estar achando a leitura do livro bastante interessante, ela, até agora, não me cativou muito. Não sei. Talvez seja a linguagem usada ou o estilo do autor. Certo é que muitas partes me pareceram chatas. Foi a impressão que tive.
Quinto dia: 31 de outubro de 2016
Meditando nas aventuras vividas por Muidinga e seu velho tio, percebo que algumas vezes reclamo de coisas tão pequenas, tão superficiais. Todo o sofrimento descrito no livro, tanto dos personagens quanto do contexto geral da obra, me faz pensar um pouco mais na vida e dar mais valor a ela, principalmente por morar num lugar que não é o melhor lugar do mudo, mas que é abençoado por Deus. Disso não tenho dúvidas.
A aventura dos dois me mostra o quanto é importante valorizar as pessoas que estão do nosso lado: família, cônjuges, amigos, etc. Fico tão preocupado com tantas coisas, e às vezes acabo esquecendo das principais. Sinceramente, quando comecei a leitura não imaginava que ela me levaria a refletir nessas coisas, mas esse é o poder da arte: tocar no íntimo do nosso ser; nos levar a sensações quase que indescritíveis.

Logo, é preciso viver cada momento intensamente, da melhor maneira possível, pois a vida é como uma flor do campo, ou como dizia o grande pregador Billy Graham: “Esta vida é apenas uma ponte para a eternidade”. 

                                        (Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

CRÔNICA - As Gostosas Águas do Lago do Miriti

CRÔNICA
As Gostosas Águas do Lago do Miriti
Aqui na famosa Orla do Miriti, do ponto seu ponto mais alto – o mirante –, contemplo o balanço das turvas águas do lago do Miriti. Estão turvas porque é época de seca, mas quando a cheia vem, elas se tornam negras e brilhantes aos raios do sol. Toda essa visão me remete um período ímpar da minha vida: infância.
É como se estivesse acontecendo neste exato momento. Os passos acelerados de uma garotada que adorava pular n’água, o grito forte dizendo “quem pular por último é a manja”, as gargalhadas estridentes... Meu Deus, aquilo sim era alegria pura! Eu, particularmente, não via a hora de sair da escola, jogar um bom futebol no campinho atrás de casa e depois ir tirar o suor nas gostosas águas do Miriti.
Isso era durante a semana, porque aos domingos o “point” era aqui mesmo, na Orla. Sim, na Orla. Aqueles domingos ensolarados eram perfeitos para os manacapuruenses virem se refrescar no nosso tão querido lago. Famílias inteiras viam para cá. Faziam churrasco, jogavam futebol, vôlei etc. Sempre embalados por música ao vivo de bandas locais. E é claro muito banho, mesmo quando as cana-arana e os murerus tentavam atrapalhar. Aliás, era bem mais empolgante brincar de manja entre eles. Era mais emocionante ter que mergulhar entre os capins.
Hoje a realidade não é mais tão parecida como a de antes. A Orla e nosso querido lago estão, de alguma forma, abandonados. Muita vegetação, muito lixo, muita poluição e pouco cuidado com esses tão valiosos patrimônios da nossa cidade. Contudo, essas coisas não apagarão jamais a beleza e a importância que eles têm para o povo de Manacapuru.
O lago do Miriti sempre será aquele nos “purifica”, aquele que coloca água nas nossas torneiras, aquele que nos dá peixe; é verdade, peixe sim, eu mesmo peguei muitos quando adolescente, tenho testemunhas!
Ele será, tanto para as gerações passadas como para as vindouras, o lago das águas gostosas, das águas negras e refrescantes.
Johnatas Silva

Diário das Minhas Oficinas de Leitura #Letras (Teoria e Prática da Leitura)

Oficina 1: 27 de setembro de 2016
Curta-metragem: Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore - debate e análise
Depois de assistirmos o curta, tivemos alguns minutos para debate e interação acerca do conteúdo do filme. O debate foi bastante proveitoso por conta das diferentes leituras e interpretações feitas pelos colegas acadêmicos.
Particularmente o curta me trouxe a ideia de que através da leitura nos reinventamos, nos transformamos. A leitura nos traz vida nova e uma nova forma de ler e encará-la.
Oficina 2: 28 de setembro de 2016
Movimento por um Brasil literário (leitura e curta-metragem: “A palavra conta”)
O debate sobre o tema proposto foi bom. Alguns colegas relataram experiências de leituras e de como esta foi e é importante para sua formação como pessoa. E isso está relacionado ao conteúdo o documentário que traz a importância da leitura na vida das pessoas.
Algo que me chamou bastante atenção no vídeo é que ele nos conscientiza de coisas que são indispensáveis para um sociedade que deseja um progresso, um desenvolvimento e um cidadão mais humanizado. O vídeo fala da leitura como impulsionadora de sonhos. Fala que mais bibliotecas precisam estar disponíveis ao povo. E por fim, mostra que não é só tarefa da escola formar leitores, ao contrário, é tarefa de todos. A cultura da falta de leitura dos brasileiros precisa ser mudada e isso só será possível com o empenho e esforço de todos.
Oficina 3: 03 de outubro de 2016
Leitura de artigos acadêmicos e debate
As atividades da oficina começaram com os grupos reunidos na sala, lendo seus respectivos artigos referentes à leitura. Textos acadêmicos que tratam dos processos de aquisição da leitura; das práticas da leitura na família e na escola; da leitura e sua promoção, dentre outros.
Após as leituras, foi aberto o debate entre os grupos acerca das temáticas abordadas nos artigos e as contribuições de cada acadêmico foi significativa. Falamos dos processos de aquisição da leitura e de como o contexto social e familiar, num período pré-escolar interfere e muito nesses processos. As habilidades de leitura dependem de vários fatores (internos e externos) e há um vasto campo interdisciplinar que mostra como eles funcionam.
Oficina 4: 04 de outubro 2016
Leitura de memes
A oficina começou com os grupos reunidos, analisando os memes. Depois partimos para o compartilhamento de ideias. Pra mim, ficou evidente a real necessidade de um conhecimento prévio no ato da leitura, principalmente o conhecimento enciclopédico que se refere aos conhecimentos gerais sobre o mundo e sobre as vivências pessoais.
Oficina 5: 07 de outubro 2016
Uma temática, diversos gêneros: comparando leituras
Foi trabalhada a temática loucura dentro de gêneros diversos: resenha, trailer de filme, vídeo clipe, biografia. Foi debatido a organização de cada gênero, suas finalidades, sua composição, linguagem e a compreensão de cada um.
Falamos das contribuições à psiquiatria de Nise da Silveira, com sua TO (Terapia Ocupacional); do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, que era diagnosticado com esquizofrenia; e da poeta Stela do Patrocínio.
Oficina 6: 18 de outubro de 2016
Práticas de leitura através do gênero literário fábula
A oficina foi aplicada por sete grupos de acadêmicos do Curso de Letras Mediado no CETI – Centro de Educação de Tempo Integral Washington Luís Régis da Silva, nas turmas do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental.
A preparação deu-se a partir das orientações vindas das professoras MSc. Elaine Andreatta e MSc. Fátima Souza, do estúdio em Manaus, e também da nossa professora assistente Dra. Auricléa Oliveira das Neves. A partir dessas orientações, fizemos reuniões no contra turno na casa de um dos acadêmicos membro do grupo.
Decidimos trabalhar a leitura e suas diversas modalidades, usando o gênero literário fábula. O texto que escolhemos foi o A Força dos Jacarés ou A Onça Não é “Bicho”, do nosso colega acadêmico Raimundo Nogueira. O texto satisfazia todas as características necessárias em uma fábula, o que nos possibilitou trabalharmos bem a oficina, desenvolvendo cada atividade com precisão.
O objetivo da oficina era, primeiramente, apresentar aos alunos o gênero fabula, bem como suas características e estrutura, e a leitura em diversas modalidades (individual, pelo professor, coletiva). E também a análise e discussão sobre a temática abordada no texto.
Começamos a oficina às 13h, fazendo com os alunos algumas atividades recreativas (dinâmicas), por conta de um pequeno imprevisto que tivemos com nosso material. Depois disso, já com tudo normalizado, demos início, de fato, as atividades contidas no plano da oficina.
O acadêmico Jackson deu início, saudando os alunos e apresentando cada membro do grupo, esclarecendo o porquê de estarmos com eles naquela tarde e pontuando quais eram nossos objetivos. Em seguida a acadêmica Luanda iniciou uma conversa com a turma, levantando alguns conhecimentos prévios acerca do gênero fábula, e mostrou o um vídeo de dois minutos que falava a respeito do gênero, tudo isso já para sensibilizar os alunos e prepará-los para a leitura que viria mais adiante.
Depois do vídeo, o acadêmico Johnatas, com base no levantamento prévio feito pela acadêmica Lauanda e no conteúdo do vídeo, explanou de forma mais detalhada o gênero fábula (forma composicional, características, estrutura, marcas linguísticas, objetivo).
Após as etapas descritas acima, o acadêmico Raimundo Nogueira começou a atividade de leitura. Distribuímos para cada aluno uma cópia do texto da fábula trabalhada. Eles fizeram primeiro uma leitura individual e silenciosa – tiveram cerca de sete minutos para isso. Em seguida, o acadêmico Raimundo Nogueira leu em voz alta e aproveitou, então, para iniciar uma conversa com eles e pontuar algumas características do texto, tais como vocabulário, personagens, ambientação etc.
A partir daí iniciou-se um processo de discussão sobre o texto. Solicitamos que eles opinassem sobre o tema tratado na fábula; suas impressões sobre o texto; qual a relação do texto com a realidade, entre outros. O resultado foi excelente. Quase toda a turma participou, opinou, dizendo o que pensavam do texto, e quais as reflexões que fizeram a partir da leitura. Muitos fizeram uma relação interessante entre os personagens (animais) da fábula com pessoas, principalmente com políticos da atualidade, tanto do cenário regional como nacional.
Ainda no clima de debate, pedimos para que cada um escrevesse as virtudes e defeitos que eles observaram nos personagens da fábula. Preparamos uma caixinha e cada aluno pôs seus pequenos textos nela. Feito isso, tiramos, de forma aleatória, de dentro da caixa alguns desses mini textos e comentamos sobre eles. Mais uma vez, o resultado foi fantástico. Eles descreveram bem as impressões que tiveram dos personagens e mais uma vez tivemos uma discussão bastante produtiva.
Continuamos as atividades formando dois grupos de sete alunos para que fizessem um pequeno teatro, dramatizando a fábula. As acadêmicas Amábyle e Lauanda ficaram responsáveis por conduzirem as apresentações. Para isso, preparamos máscaras dos animais personagens da fabula para os alunos usarem na hora da dramatização. Foi um momento bastante divertido e, claro, pedagógico também.
Já encerrando, formamos oito pequenos grupos e distribuímos uma atividade avaliativa, solicitada pela nossa professora Dra. Auricléa Oliveira das Neves. O objetivo era saber o que eles acharam da oficina em termos gerais – as atividades feitas, o tempo, a aprendizagem e a preparação dos oficineiros. Encerremos a oficina às 16h.
Palavra final sobre as oficinas
Aqui encerro meu diário, grato primeiramente a Deus pela oportunidade, e à todas as pessoas envolvidas nesse processo: professores (as), colegas acadêmicos, etc. Todas as atividades feitas, seja dentro do campus ou fora dele, me fizeram acreditar que é possível ter uma prática educacional de maior qualidade e que sabendo usar as ferramentas certas, podemos ajudar a formar cidadãos melhores para o futuro.

                                        (Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

Minhas Memórias de Leitura

Não são muitas as minhas recordações de leitura quando criança. Isso porque até meus sete anos de idade fui criado em localidades onde não havia escolas. No entanto, mesmo sem ter acesso ao mundo das estórias escritas no papel, eu fui apresentado, desde bem pequeno, às estórias que minha avó-mãe contava de forma oral. Ah, aquelas estórias eram tão boas de se ouvir! Lembro-me de que sempre antes de dormir, meus primos e eu, pedíamos pra ela nos contar uma de suas belas estórias. A nossa favorita e quase sempre escolhida era “A Moça da Terra Vermelha”.
Lembro-me das vezes que ia visitar os parentes no interior e sempre ouvia boas estórias dos meus avós, tios, primos etc. Muitos “causos” eram contados – às vezes me davam medo. Os assuntos eram os mais variados, mas se falava principalmente dos acontecimentos da vida no meio do interior, do meio da mata. Coisas bem regionais.
O tempo passou, eu cresci, e essas estórias ficaram só nas lembranças. Quando entrei na escola, com nove anos, tive aversão à leitura. Meu Deus! Todas as vezes que o professor me chamava à frente para ler, era uma tortura. Eu era péssimo. Lia por obrigação – e muito mal por sinal.
Mas esse não foi meu fim. Quando estava no ensino médio, em 2007, aconteceu algo na minha vida que mudaria radicalmente minha relação com os livros: me tornei cristão. E como um “bom” novo cristão, comecei ler a Bíblia. Dia após dia, viajando pelas parábolas de Jesus e pelas empolgantes narrativas de Paulo, eu me apaixonava mais pela leitura.
Parábolas como a do “Jovem Rico”, a qual me ensinou que na vida do cristão as coisas celestiais são mais importantes que as terrenas, e que deve-se lidar de maneira sábia com aquisição de bens materiais. E nas aventura de Paulo, percebendo todo seu percurso de vida, após sua conversão, aprendi que as adversidades e turbulências são parte da trajetória cristão, por isso não devemos desanimar frente à elas.
Meus novos amigos cristão passaram então a me recomendar a leitura de outras literaturas, mas todas com conteúdo referentes a minha nova fé. Isso me ajudou ainda mais e me tornei assíduo leitor de famosos escritores do segmento. Nesse período, o livro que me marcou profundamente foi “Bom Dia Espírito Santo!” de Benny Hinn. Foi uma leitura envolvente (li o livro três vezes) que tratava da própria experiência de Hinn, o que me impulsionou a viver aquilo que ele experimentara: um contato real e pessoal com Espírito Santo. Como também não mencionar “Uma Vida com Propósitos” de Rick Warren. Sem dúvida um dos melhores que já li até hoje. Com ele aprendi a valorizar as coisas que realmente importam para Deus; e aquilo que Ele planejou para minha vida. Li o livro em quarenta dias, pois o desafio era ler um capítulo por dia. Foi uma experiência única.
Nessa época também que conheci os blogs de internet. Eu passava horas na frente do computador lendo articulistas de renome e me deleitando em temas interessantes da Bíblia Sagrada. Os meus favoritos eram o Blog do Ciro e o do Júlio Severo. Os dois traziam (e trazem até hoje) temas polêmicos, tanto do meio cristão quanto fora dele. Comecei daí a ter uma postura um pouco mais crítica acerca de muitas coisas. Aqueles períodos de leitura foram de grande valia pra mim. Também lia – e ainda leio – blogs de outras temáticas: esportes, política, cultura, saúde, tecnologia etc.
De fato, é sempre edificante trazer esses fatos à memória, pois sempre me dão inspiração para continuar lendo o mundo ao meu redor, fazendo-me acreditar piamente que a leitura realmente tem o poder de transformar vidas.

(Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

Viagens & Memórias Literárias

VIAGENS LITERÁRIAS Johnatas Silva Apresentação Aqui estão alguns registros feitos no decorrer das aulas de Literatura Infantojuveni...