Resumo da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro

Resumo da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, de Izabel Christine Seara, Vanessa Gonzaga Nunes e Cristiane Lazzarotto-Volcão

Johnatas Silva
O capítulo I da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, traz de início o objeto de estudo da Fonética e da Fonologia, bem como a distinção que há entre elas. Para as autoras, “tanto a fonética quanto a fonologia investigam como os seres humanos produzem e ouvem os sons da fala” (p. 11), sendo a Fonética responsável por estudar esses sons a partir dos órgãos que os produzem e a Fonologia responsável por estuda-los de forma sistemática e organizada dentro de cada língua específica.
O capítulo II aborda Fonética Articulatória. Trata-se de identificar quais os órgãos articuladores da fala. É apresentado então o aparelho fonador – conjunto de órgãos responsáveis pela produção dos sons da fala (boca, nariz, língua, pulmões, laringe, faringe, traqueia, etc). Esses órgãos, chamados também de articuladores, são divididos em ativos, que são os que se movimentam para a produção dos diferentes sons da fala (língua, lábio inferior, véu do palato, pregas vocais) e passivos, constituídos pelo lábio superior, dentes superiores, palato duro e palato mole.
O capítulo III discorre sobre os Segmentos Fonéticos e tem como objetivo identificar os movimentos articulatórios de vogais e consoantes, bem como cada um de seus órgãos articuladores. São também classificados os Segmentos Fonéticos a partir de seu ponto e modo de articulação e vozeamento. As autoras então apresentam os Segmentos Vocálicos e os Segmentos Consonantais. Como as vogais são produzidas com o ar saindo direto dos pulmões, elas se distinguem das consoantes exatamente pela “inexistência de obstrução à saída de ar no trato vocal” (p. 25). Ainda dentro do Segmento Vocálico, são apresentadas as vogais orais e nasais e também todo o processo de produção de sons delas: altura e posição da língua, posição da boca (abertas, semiabertas, fechadas), o movimento dos lábios (arredondadas, não arredondadas), se são anteriores, posteriores, centrais, encontros vocálicos (ditongo, tritongo, hiato), dentre outros.
Ainda no capítulo III está presente os Segmentos Consonantais. As autoras o dividem em dois grandes grupos: os segmentos surdos (não-vozeados) e os sonoros (vozeados). Como já foi dito, diferentemente das vogais, as consoantes, ao serem articuladas, precisam de obstrução parcial ou total do ar. As consoantes surdas são as que não necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. pata, faca), já as sonoras necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. bode, zona). Os pontos de articulação das consoantes são: bilabial, labiodental, dental, alveolar, alveopalatal, palatal, velar, uvular e glotal. Nos modos de articulação as consoantes classificam-se em: oclusiva, nasal, fricativa, africada, tepe (ou tap), vibrante (simples e múltipla), retroflexa, aproximante e lateral.
Finalizando o capítulo III, as autoras trazem a Transcrição Fonética, que é, segundo elas, “a capacidade de representar (através de símbolos) os sons emitidos por um falante do Português Brasileiro quando produz sua fala” (p. 61) e afirmam que existem duas maneiras de se fazer transcrições fonéticas: a restrita e a ampla. Na primeira todos os detalhes fonéticos são levados em consideração, enquanto que na segunda os aspectos mais gerais dos segmentos é que são explicitados.


(Johnatas Silva, aluno do curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

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