domingo, 20 de agosto de 2017

DIÁRIO DE BORDO #LínguaPortguesa #UEA

Apresentação

Este diário foi proposto pelos professores como parte do material avaliativo desse componente curricular. Segundo as orientações, deveríamos registrar nele nosso dia a dia nas aulas. Já que foram semanas de muitas leituras e pesquisas, tudo deveria constar por escrito nesse diário, chamado propositalmente de Diário de Bordo, pois faz referência aos diários que os navegadores usavam nas grandes descobertas marítimas dos séculos passados.

Tentei da melhor maneira possível expressar aqui tudo o que aprendi e tudo que me chamou mais atenção. Cada autor estudado, obra lida, enfim, tudo que será, não só para o meu proveito, mas também para aqueles que tiverem acesso a esse material. Espero ter satisfeito às expectativas e preenchido os requisitos solicitados.

Apesar de não ser o trabalho tão longo, não foi tão fácil concluí-lo. Mas, enfim, terminei, isso é o mais importante!

Johnatas Silva

19 de junho de 2017






Diário de Bordo

16 de maio de 2017
Hoje começamos o novo componente curricular. Estudaremos temáticas dentro da literatura portuguesa. A professora Fátima iniciou a aula apresentando toda a estrutura da disciplina, explicando como irão funcionar as avaliações. Num primeiro momento foi falado sobre o que existe de herança portuguesa ao nosso redor. Nós ouvimos uma música, baseada num poema, que trata das heranças portuguesas presentes na vida do brasileiro. Depois fizemos uma dinâmica local e discutimos os traços portugueses existentes aqui em Manacapuru. O colega Raimundo Nogueira contribuiu bastante, relatando sobre a existência algumas famílias descendentes diretos de portugueses. Ele falou também sobre algumas construções portuguesas existentes na cidade.
17 de maio de 2017
Fizemos hoje uma boa reflexão sobre o Romantismo. Aprendemos que romântico é aquele que sempre anseia algo novo, que nunca está satisfeito com a realidade a sua volta, que não fica inerte no tempo. É aquele que cria, que se renova a cada dia. Dentre os autores citados na aula de hoje, gostaria de destacar um pouco da vida e da obra de Almeida Garret.
Almeida Garret (1799 – 1854) teve contato com a estética romântica em suas viagens pela Europa, com destaque para França, Alemanha e Inglaterra. Garrett foi o introdutor do Romantismo em Portugal com sua obra Camões (1825) quando aborda as aventuras e o sofrimento do grande poeta lusitano. Todavia Garrett ainda apresenta traços ligados à tradição clássica em sua linguagem culta e contenção das emoções. Sua obra está voltada para ênfase na recuperação do passado histórico de Portugal, pautada no medievalismo. Sua produção passa pela poesia, jornalismo, oratória, teatro e romance. Entre os romances que representam a prosa de ficção de Garret destacam-se: O arco de Sant’Ana, Helena, Viagens na minha terra, o mais conhecido e considerado o romance mais elaborado do autor.
19 de maio de 2017
Semelhantemente à aula de ontem, hoje continuamos nossa reflexão sobre o herói romântico. Em Portugal representado na figura dos cavaleiros medievais, como já abordei acima na obra de Almeida Garret, mas também bem presente na obra de outro grande escritor português: Alexandre Herculano. Ele é um dos grandes nomes da primeira geração romântica portuguesa. Foi poeta e romancista, dedicando-se principalmente ao romance histórico em que explorou a história medieval portuguesa. De acordo com Moisés (2005), Herculano foi, acima de tudo, um grande historiador, o que lhe rendeu considerável prestígio. Sua obra traz o tema “fuga para o passado” através do medievalismo, o qual é marcado pelas as aventuras dos cavaleiros honrados, que defendiam sua amada, ajudavam os mais pobres e injustiçados, além de serem fiéis a um ideal de vida. O principal romance de Alexandre Herculano chama-se Eurico, o presbítero (1844). Nessa obra o autor expressa o nacionalismo, o medievalismo e o espírito liberal.
No Brasil, principalmente na obra de José de Alencar, na figura do índio. Esse herói sempre movido pela bravura, heroísmo, coragem, lealdade e nacionalismo.
Ainda na primeira parte da aula, os professores apresentaram um panorama sobre a guerra entre cristãos e muçulmanos, a reconquista cristã da Península Ibérica, a qual durou cerca de sete séculos, e alguns trechos de filmes foram exibidos: Tristão e Isolda, Gladiador e Coração Valente, todos relacionados ao romantismo.
 Depois do intervalo meu grupo se dirigiu para a biblioteca, a fim de discutir sobre os assuntos tratados no artigo que ficamos responsáveis de apresentar amanhã. A discussão foi boa. Dividimos as tarefas e fizemos um roteiro do que será apresentado amanhã pela manhã.
(Indo dormir agora, 01h38 da manhã, depois de ler o artigo de novo e pesquisar mais materiais na internet sobre o nosso autor estudado: Eça de Queirós e seu conto O Tesouro).
20 de maio de 2017
Agora estamos nas apresentações dos grupos sobre seus respectivos autores estudados. O primeiro grupo (Preto) discorreu sobre o artigo Eurico, um romântico idealista de Demétrio Alves Paz. Mostraram uma breve biografia do autor do artigo – já mencionado – e do autor estudado Alexandre Herculano. Em síntese, eles falaram que a obra, por ser uma obra do romantismo, trata da mulher idealizada, perfeita, um ser angelical. Disseram também que a obra é um dos melhores exemplos da retomada dos valores medievais (já frisei isso quando falei sobre Herculano dias atrás).
Em seguida, nosso grupo (Verde) se apresentou. O artigo apresentado tem como titulo Do conto tradicional ao conto de autor: O Tesouro de Eça de Queirós: uma abordagem didática. Apresentamos uma breve biografia de Eça de Queirós, bem como suas principais obras. Mostramos o enredo do conto, pontuando seus principais aspectos: estrutura, estilo, personagens e temas abordados. Dentre as temáticas, destacamos a questão da moralidade, as características negativas suscitadas nos personagens (cobiça, ganância, avareza, desconfiança, ambição, egoísmo, inveja). O conto tem um desfecho trágico: a morte. Percebe-se que o autor tentar despertar no leitor o desejo pela perfeição, uma vez que o mal é punido severamente. O autor mostra no conto a natureza cruel e selvagem dos protagonistas (característico das obras realistas).
Em continuação, apresentou-se o grupo Vermelho. Eles trabalharam com o artigo Crônica e tempo: Lobo Antunes Revisado. Apresentaram uma breve biografia da autora do artigo, Elvira Brito Campos e também de Lobo Antunes. De acordo com o grupo, para autora do artigo, Lobo Antunes apresenta em seus textos uma narrativa poética e um questionamento filosófico sobre o tempo cronológico e o tempo psicológico.
Depois disso, o grupo Amarelo tratou também dos contos queirosianos, trabalhando com o artigo Singularidades narrativas: matrizes culturais nos contos queirosianos de Alana de Oliveira Freitas. O grupo apresentou uma mini biografia sobre a autora do artigo e sobre Eça de Queirós. Os acadêmicos disseram que ele é o maior expoente da prosa realista portuguesa. Seu estilo se caracteriza pela ironia e sua capacidade descritiva dos fatos bem peculiares da estética realista. Sobre as matrizes culturais ocidentais foi posto A Bíblia Sagrada (Adão e Eva no Paraíso), A literatura clássica (A perfeição), A literatura de tradição oral (BO tesouro).
Acerca dos aspectos temáticos na produção do contista eciana, foram pontuados os recursos intertextuais e a criação de narrativas singulares. Dessa forma, as apresentações se fecham com a leitura de vários contos, um romance e uma crônica.
21 de maio de 2017
Professora solicitou que entregássemos amanhã (segunda-feira) o exercício da página 101 do livro-texto. Como os enunciados são um pouco extensos, vou registrar aqui no diário somente as respostas.
Exercícios de aplicação (respostas):
Exercício 1.
Certamente “o mundo contemporâneo é feito de permanente instabilidade”. Isso porque o homem pós-moderno, principalmente no ocidente, é inseguro e inconstante, com agudas crises de identidade. Isabel Pires de Lima, no fragmento lido, expõe o comportamento desse homem, frente a esse novo tempo estabelecido.
A relação entre os autores apresentado no tópico A formação da nação face aos percursos do passado e o texto de Lima é clara. Por exemplo, para o filósofo e ensaísta José Gil – considerado um dos maiores pensadores contemporâneos – mudanças ocorreram na sociedade portuguesa, mas nunca mudanças profundas. Segundo ele, o medo causado pela ditadura salazariana, interiorizou-se no homem português, de modo que sua mentalidade continuou fechada e presa à inércia.
Outro nome de destaque é o de Raul Brandão.  Ele deixa bastante explicito em suas obras a dor que sente na consciência ao ver a humanidade sendo explorada. Exploração que é revelada e denunciada em seus escritos. Outra temática que ganha lugar de destaque nas obras de Raul Brandão são as contradições humanas, uma vez que ele consegue captar a vida cotidiana, o sofrimento, a humilhação e o remorso.
Penso que não só na sociedade portuguesa atual (analisada aqui), mas também em outras nações, como no Brasil, por exemplo, essa inconstância é aparente. Não sei se pelo excesso que informações que são absorvidas ou por alguns outros possíveis motivos, o indivíduo contemporâneo está cada dia mais confuso, mais inseguro, sem direção, e, pior, sem representatividade, em todos os aspectos.
Exercício 2.
A diáspora é, em uma definição bem objetiva, a dispersão de um povo em consequência de um preconceito ou perseguição política, religiosa ou étnica. Tanto na obra Ferreira de Castro como na de Maria Gabriela Llansol, a diáspora é vivenciada, pois ambos viveram longe de sua pátria mãe por algum tempo. Llansol viveu exilada na Bélgica entre 1965-1984 e Ferreira de Castro deixou Portugal por questões financeiras – Alberto, personagem do livro A Selva¸ deixa as terras portuguesas por questões políticas. Certamente Ferreira de Castro tinha saudades de Portugal, sua pátria. Esse sentimento é comum em praticamente todos aqueles que, por algum motivo, saem do seu país de origem.
Exercício 3.
Depois de ler o tópico Portugal e (re) encontro com a Europa, a ideia que me vem à mente é exatamente a de um país que não mais deixa (ou expulsa) seus filhos irem embora, mas que agora os recebe de volta e os acolhe, e não só a eles como também os filhos de outras nações. Constitui-se numa época de forte imigração. Percebo também uma identidade sendo, de alguma forma, resgata e reconstruída, resultado desse encontro com novas culturas.
Exercício 4.
João Tordo. Na obra “As Três Vidas”, o narrador e personagem principal, vai trabalhar num negócio onde um importante espião e contraespião, Milhouse Pascal, dá consultas. Apaixonando-se pela sua neta, Camila, entra em desespero quando esta desaparece após uma viagem a Nova Iorque. Numa investigação em companhia do avô da moça, os mistérios que envolvem aquela família, vão se revelando. Entre vários episódios, que evidenciam o ideal de Camila contra tudo e contra todos, o desastre das torres gémeas em 2001 é um dos pontos-chaves do romance e que vai permitir que todo o novelo se desenrole, fazendo o narrador voltar a uma vida normal e monótona, contraponto de uma ilusão que alimentou e que quase concretizou. As suas três vidas (a de ilusão, a de penitência e a de volta à realidade), são metáforas da realidade portuguesa e da subjetividade dos indivíduos dessa nacionalidade, tudo em profunda e frenética busca de uma refundação da identidade pessoal e nacional, perdida com a perda de importância de Portugal no contexto das nações europeias. Nessa dolorosa busca, a realidade lusitana decadente, para mostrar-se palatável, precisa ser percebida e analisada não segundo a perspectiva das ciências sociais, mas, sobretudo, da imaginação, que não significa mero devaneio, senão o exercício da criatividade, da invenção do novo, da descoberta do inusitado e da construção do improvável. Na dicção da professora Isabel Lima, essa imaginação “emerge como potenciadora de alterações profundas, perturbadoras e enriquecedoras quer nas relações humanas (...), quer na autopercepção e autocompreensão do próprio país enquanto coletividade em processo de refundação identitária”. Como exercício de elucubração, pode-se relacionar essa literatura portuguesa contemporânea com aquela produzida no Brasil, a partir da Semana Moderna de 1922, quando os autores, como Mário de Andrade e Oswald de Andrade, seguidos pela geração de 1930, voltam-se para os temas nacionais e produzem uma literatura genuinamente brasileira, que discute as grandes questões do país e de seu sofrido povo, agora com uma identidade própria da qual não se envergonham mais.
Questão para reflexão.
No livro A Nau de Ícaro, o ensaísta e crítico literário Eduardo Lourenço discute aspectos da cultura portuguesa num período de refluxo colonial. Nele, Lourenço reflete sobre as aventuras do pequeno país Portugal, que navegou no sonho dos “descobrimentos”, mas que agora retorna ao seu porto como nação saudosa e solitária.
A cais de saída se refere à coragem dos portugueses em descobrir terras além daquele grande oceano, às grandes caravelas que os espalharam pela América e África nos séculos das grandes navegações. Em contraste a essa gloriosa fase da história de Portugal, há o cais de chegada, entendido pelo fragmento lido da obra de Eduardo Lourenço como o retorno de milhares de portugueses a Portugal e a países centrais da Europa, trazendo em si um sentimento de saudade, nostalgia, que, para o autor, “obscurece a nossa atualidade [falando de Portugal] de povo do século 20”.
22 de maio de 2017
Hoje começamos a estudar a estética realista. Basicamente, pelo que está sendo ministrado, o Realismo se fundamenta na racionalidade, objetividade lógica e a experimentação. Foi um movimento guiado pelas lentes da ciência.  Eu sinceramente acho interessante esse período, porque apesar de seus equívocos, o que é natural, é uma estética que mostra, de forma nua e crua, a natureza humana.
23 de maio de 2017
Hoje estamos ainda no Realismo. Estamos lendo alguns trecos do livro O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós. A análise está bastante interessante. O autor expõe uma natureza humana cheia de desvios morais e malícia. A personagem principal da obra revela-se contraditório e um tanto hipócrita também, pelo menos é o que penso. Também começamos a rever o Naturalismo como extensão do Realismo. No Naturalismo, aspectos animalescos do ser humano são bem expostos.
Como dinâmica local no primeiro momento da aula, nos foi dada uma questão para discutirmos em sala a respeito dos temas do Realismo: crítica social, o uso da ironia, a análise de caráter, a profunda natureza vil e corpórea, dentre outros.
Impossível não comentar sobre Eça de Queirós e sua obra numa dinâmica dessas. Ele, como já registrei aqui, é considerado o maior expoente da prosa realista portuguesa. Em sua obra se destaca a ironia como aborda os assuntos trados por ele e a descrição detalhada dos fatos. Nela há uma forte crítica social, cheia de ironia e sátira, que tinham por objetivo contrariar alguns valores tradicionais. Ele fazia uma espécie de raio-X da sociedade, mostrando tal como ela é. Dentre suas obras, destaco O crime do padre Amaro, O primo Basílio, Os mais, O mandarim e A Relíquia. Por essas características, pude entender a importância desse autor para a literatura portuguesa.
26 de maio de 2017
A aula iniciou com a exibição do filme A Selva, baseado no livro A Selva, de Ferreira de Castro. Ao assistir ao filme, fiz uma breve conexão com o livro Inferno Verde de Alberto Rangel – estudado numa matéria anterior. A Selva mostra o desenrolar de uma estória vivida na Amazônia no período da borracha. Numa breve pesquisa na internet, encontrei uma sinopse bastante objetiva sobre o longa metragem:
No início do século 19, o jovem português Alberto vive exilado na capital do Pará. Naquelas terras distantes e praticamente inabitadas, ele encontra emprego no seringal Paraíso, localizado no coração da Amazônia. Depois de dias de viagem pela região, o rapaz chega ao local de trabalho e tem como mestre Firmino (Chico Diaz), um cearense que ensina a ele tudo sobre o ofício de extrair borracha. Após um longo período de adaptação e árduo trabalho, passa a cuidar do armazém do seringal, que é de propriedade de Juca Tristão (Cláudio Marzo).  No exercício da nova atividade, ele passa a ter contato direto com o patrão Juca Tristão, seus funcionários e com sua bela mulher do senhor Guerreiro. Dona Yayá (Maitê Proença) cada vez mais desperta interesse em Alberto. Logo, os dois se veem inesperadamente apaixonados e envolvidos, numa relação que pode ser muito perigosa, dado o contexto em que vivem. 
Adaptado da obra de Ferreira Castro lançada em 1930, A Selva ainda traz no elenco Gracindo Júnior. A direção é do português Leonel Vieira, que atualmente trabalha na produção de seu novo longa, Naturezas Mortas. (Disponível em: https://www.guiadasemana.com.br/cinema/sinopse/a-selva)
Após o filme, assistimos um mini documentário chamado Heranças de Portugal Parte I. O mesmo mostrou uma visita feita ao museu do seringal em Manaus. O museu existe desde a gravação do filme.
Já que nessa aula tivemos contato com a obra de Ferreira de Castro, vou aproveitar e inserir, hoje dia 17 de junho, o meu comentário sobre cenas do filme, relacionando-as com o texto escrito pelo referido autor:
As cenas que mais me chamaram atenção no filme foram as que mostram a situação de moradia dos seringueiros no meio da floresta. Totalmente desprovidos de recursos, quase sem mantimentos, entregues a sorte e explorados pelo trabalho árduo na extração do látex da seringueira. No filme, as cenas mostram essa realidade, como também no romance de Ferreira de Castro. Tudo isso motivado pela ganância dos donos dos seringais, fruto de um capitalismo selvagem e desenfreado. Cenas do filme e fragmentos do conto mostram a morte, muitas delas de forma brutal pelos índios, de seringueiros e a indiferença de seus patrões em relação à vida deles.
27 de maio de 2017
Hoje pela manhã nos reunimos na casa do colega Raimundo Nogueira para definirmos o roteiro do nosso vídeo que será produzido para apresentação no próximo sábado como parte da avaliação parcial 2 (AP2) e que será usado posteriormente na I Mostra da Cultura Portuguesa. O assunto que ficou sobre nossa responsabilidade foi a herança deixada pelos portugueses no município de Manacapuru através da arquitetura. Como aqui na nossa cidade não temos muitos prédios com essas características, nos focaremos somente em três, já que estes são edificações erguidas por portugueses aqui em Manacapuru. São eles: Igreja Matriz, Casa da Família Reis e a Restauração – hoje também conhecido como SESC Restauração.
Nossa reunião não foi longa, porém muito proveitosa. Decidimos por explanar nosso assunto gravando um vídeo com características de um programa de Talkshow. A colega Lauanda será a entrevistadora, o colega Raimundo Nogueira será o entrevistado, e Lia, Gilmar e eu seremos os repórteres que farão uma participação “ao vivo” no programa com um link direto das fachadas dos prédios já mencionados. Como não temos recursos suficientes para a produção de um vídeo de alta qualidade, faremos o melhor que podermos com um smartphone mesmo. Uma das nossas fontes de pesquisa e base teórica para este trabalho foi o livro Entendendo Manacapuru Através de Suas Fachadas, de Adalberto Carim Antônio e Raimundo Augusto M. Nogueira. O livro traz fotos de diversas edificações antigas da nossa cidade, bem como a história que acompanha cada uma delas.
30 de maio de 2017
A produção do vídeo para o nosso trabalho sobre a herança portuguesa aqui em Manacapuru tem sido uma tarefa e tanto. Primeiro porque não temos experiência nesse tipo de coisa (produzir um vídeo com fins acadêmicos) e segundo porque nosso tempo e recursos são escassos. Mas de qualquer forma tem sido bastante proveitoso. Eu particularmente já aprendi muita coisa sobre arquitetura antiga de Manacapuru nesses poucos dias. E é notória a contribuição do povo português em nossa cidade, não só na arquitetura.
01 de junho de 2017
Hoje concluímos as filmagens. Não foi tarefa fácil, pois muitos foram os desafios, como já mencionei anteriormente. Mas, enfim, terminamos. Agora é só apresentar e esperar que obtenhamos o resultado desejado. Sinceramente, estou muito contente com esse trabalho, não só pelo desafio de fazer algo inédito, mas principalmente pelo conhecimento que adquiri nesses dias. Agora sei um pouco mais sobre minha cidade, conheço mais de sua história, e tudo isso graças às pesquisas que tiveram que ser feitas para o conteúdo do nosso trabalho.
02 de junho de 2017
Hoje a aula girou em torno da literatura na contemporaneidade. Foi falado sobre como se identificar nesse novo cenário, e o que é de fato ser contemporâneo. Dentre tantos bons autores que temos hoje, foi destaque na aula o português, nascido na África, Valter Hugo Mãe e o português João Tordo. Vimos uma breve biografia dos dois e foram-nos apresentadas suas principais obras, juntamente com comentários e fragmentos de cada uma delas.
Valter Hugo Mãe é um escritor bastante premiado, de acordo com o que está sendo ministrado na aula. Ganhou o Prêmio José Saramago em 2007, arrancando elogios do grande escritor português. Dentre seu leque de obras encontram-se romances, contos, poesia etc. De acordo com o portal online Wikipédia: “Os quatro primeiros romances de Valter Hugo Mãe são conhecidos como a tetralogia das minúsculas. Escritos integralmente sem letras capitais, incluindo o nome do autor, pretendiam chamar a atenção para a natureza oral dos textos e recondução da literatura à liberdade primeira do pensamento. As minúsculas aludem também a uma utopia de igualdade. Uma certa democracia que equiparava as palavras na sua grafia para deixar ao leitor definir o que devia ou não ser acentuado”. Mãe está listado como um dos mais conceituados escritores portugueses da atualidade. Algumas de suas obras: O Remorso de Baltazar Serapião, O Apocalipse dos Trabalhadores, A Máquina de Fazer Espanhóis, O Filho de Mil Homens e a mais recente Homens Imprudentemente Poéticos.
João Tordo também é vencedor do Prêmio José Saramago, ganhou em 2009. Nasceu em Lisboa em 28 de agosto de 1975. Suas obras, em especial os romances, trazem certa dose de mistério e suspense. É um autor em plena aitividade nos dias de hoje, além ser múscio e dar aulas, em forma de oficinas, de escrita, sobretudo de romnace. Dentres suas obras estão: As Três Vidas, que lhe rendeu o Prêmio José Saramago, O Livro dos Homens Sem Luz, O Bom Inverno,O Ano Sabático etc.
03 de junho de 2017
Bem, trabalhos prontos (ou pelo menos quase), hoje foram as apresentações. Cada grupo com sua peculiaridade, maneira de trabalhar, forma de transmitir conhecimento, apresentou em forma de vídeo o que há de herança portuguesa na cidade de Manacapuru. Notei que cada colega se esforçou e fez, dentro de suas possibilidades, uma boa apresentação. Mais uma vez foi enriquecedor. Aprendi mais ainda sobre meu município e como ainda há muito da herança dos portugueses na nossa cidade. Coisas que eu nem imaginava que eram heranças portuguesas, como a ciranda, por exemplo. Sou conhecedor dessa expressão cultural, mas nunca passou pela minha cabeça que tinha essa origem. Depois de todos os grupos apresentarem seus respectivos trabalhos, nossa professora, Dra. Auricléa Oliveira das Neves fez suas considerações, nos parabenizando pelo empenho e, claro, criticando, construtivamente, cada trabalho, trazendo sugestões para possíveis mudanças e algumas adaptações, já que esses trabalhos serão parte da programação da I Mostra da Cultura Portuguesa que acontecerá no dia 13 (terça-feira). Em resumo, tudo ocorreu dentro do esperado.
 05 de junho de 2017
Ainda sobre autores contemporâneos, nossa aula continua com a premiada autora portuguesa Lídia Jorge. Pelo que já foi exposto, pude aprender que ela fala em suas obras sobre a identidade portuguesa, dizendo que essa identidade é constituída por símbolos (bandeira portuguesa, por exemplo), maneira de falar etc. Lídia Jorge é ensaísta, romancista, e, como foi enfatizado, uma crítica de si mesma. Algumas de suas obras: O Cais das Merendas, Notícia da Cidade Silvestre, A Costa dos Murmúrios (romances), A Instrumentalina, O Conto do Nadador e O Belo Adormecido (contos).
Nesse momento estamos na hora do conto, ouvindo a leitura da obra A Instrumentalina, de Lídia Jorge para logo mais, na dinâmica local, discutirmos sobre as representações apresentadas no conto.
06 de junho de 2017
Hoje a aula está voltada para a revisão de tudo o que vimos nessas semanas que se passaram. Começando pelo Romantismo, estética baseada na idealização do amor, da mulher, da felicidade plena etc. Alguns autores trazem a ideia de liberalismo, como Julio Diniz. Seria, então, a exaltação da liberdade. O professor Franklin frisou várias vezes que essa ideia diz respeito ao fato de que cada um de nós é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. A ideia liberal, de acordo com o que está sendo falado, é uma ideia que isenta tudo o que está ao nosso redor, que poderia ser os motivos de possíveis fracassos na vida.
Diferente do Romantismo, o Realismo observa, analisa e faz crítica social, mostrando a sociedade tal como ela é, cheia de contradições e hipocrisias. As obras desse período mostram os vícios, as mazelas, a maldade que nos cerca e que faz parte de nós. Mostra a sociedade nua e crua. Os autores dessa estética mostram essas questões sem problema nenhum.
09 de junho de 2017
Hoje é o encerramento desse componente curricular. Depois de algumas semanas de muito aprendizado e experiências novas, agora é hora de se despedir (por enquanto) dessa viagem que fizemos pelos Estudos Temáticos de Literatura Portuguesa II. A aula hoje continuará abordando a literatura de língua portuguesa na atualidade, com ênfase na literatura africana.
Está sendo exibido agora um mini documentário sobre a história da literatura africana. Quem está narrando os acontecimentos o comentando sobre o assunto é a professora e pesquisadora Renata Rolon. De acordo com o vídeo, algumas literaturas há cerca de vinte anos não eram conhecidas no Brasil, por isso pesquisas nessa área têm um campo de estudos bem amplo.
Depois de um passado oprimido, os africanos de língua portuguesa buscam o reencontro com sua cultura, pois durante muito tempo o que foi produzido nas ex-colônias de Portugal era uma espécie de cópia da cultura europeia. Só a partir dos movimentos de independência é que os textos africanos recebem o status de Literatura Africana.
A literatura africana é muito rica e há nela uma gama de autores extraordinários (foi mostrado nas cartelas alguns deles), porém recebem destaque na aula de hoje dois moçambicanos: Paulina Chiziane e o conhecidíssimo Mia Couto.
Antes de contextualizar um pouco sobre e a vida e a obra de Paulina Chiziane, vou deixar aqui registrado uma frase dela que me cativou:
"O lugar onde o negro está é sempre subalterno. Com a literatura começo a denunciar minha identidade como negra e mulher. Escrever é uma espécie de confissão. A literatura que me escolheu e pude encontrar um espaço para tentar transformar sentimentos, opiniões e mudar o mundo. Minha arma é minha caneta”.
Pois bem, a autora nasceu em Manjacaze (Moçambique) em 1955. Foi a primeira moçambicana a escrever um romance com o livro Balada de Amor ao Vento – isso foi bastante comentado pela professora Fátima. Foi na infância militante de um partido político pró-independência de Moçambique, mas após a conquista, deixou a política de lado, por conta de algumas decepções que teve com as os rumos adotados pelo partido e resolveu se dedicar à escrita, integralmente. Certamente o tema de justiça e igualdade ganha destaque na obra da autora, e por conta disso é considerada uma pacifista. Algumas de suas obras: Balada de Amor ao Vento, O Sétimo Juramento, As Andorinhas, Na Mão de Deus, entre outros.
Mia Couto. Eu li parte do seu romance Terra Sonâmbula, e até redigir um diário sobre essa leitura. Foi no componente curricular Teoria e Prática da Leitura. Foi muito proveitoso. Mia Couto, como já mencionei, é moçambicano. Nasceu no dia 5 de julho de 1955. É um autor contemporâneo muito lido e admirado, não só no seu país de origem, mas também em Portugal, no Brasil e no resto do mundo onde sua obra já chegou. Ela é bem extensa e diversificada, contendo romances, crônicas, poesias e contos. Seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas e são publicados em mais de vinte e dois países. Eu pretendo continuar a leitura de Terra Sonâmbula em breve e quero ler outros livros do autor. Ele fla muito sobre guerras, as relações humanas, crenças e uma séria de outras temáticas.
Estamos assistindo agora A Hora do Conto. E claro, a obra lida é de Mia Couto, O Embondeiro que Sonhava Pássaros.
13 de junho de 2017
São 23h05, e agora vou para a última parte desse diário. Vou registar, de forma resumida, o que aconteceu na I Mostra da Cultura Portuguesa, que foi realizada por nós, acadêmicos do curso de Letras Mediado, na escola estadual André Vidal de Araújo. A programação foi muito boa, eu particularmente gostei muito do roteiro que foi seguido. Cada poema lido, música tocada, vídeo apresentado, foi tudo bastante satisfatório. Algumas coisas deixaram a desejar, mas isso é normal, acredito que fim tudo correu bem e atendeu as expectativas.
Nossa professora Dra. Auricléa Oliveira das Neves fez uma belíssima palestra sobre o grande José Saramago e vou aproveitar esse espaço para comentar um pouco sobre ele, já que não fiz isso ainda. Não posso encerrar esse diário, que trata da literatura portuguesa, sem mencionar um dos maiores escritores de nossa língua.
O autor dispensa apresentações, mas por motivos formais é bom contextualizar um pouco. Nasceu em 16 de novembro de 1922. Até hoje único escritor de língua portuguesa a ganhar o Nobel da Paz conquistado em 1998. Com uma vasta obra, desde a poesia à prosa, José Saramago deixa um legado inquestionável. Sempre deixou de forma bem explícita suas opiniões pessoais, o que lhe rendeu muitas polêmicas, principalmente no diz respeito à religiosidade. Uma de suas obras memoráveis é Ensaio Sobre a Cegueira (1995).  Esse romance foi adaptado para o cinema e foi lançado em 2008, dirigido por Fernando Meirelles.
Sobre o texto escrito o filme Ensaio Sobre a Cegueira, Registro aqui um comentário sobre eles:
Do filme “Ensaio sobre a cegueira”, destaco a cena na qual uma mulher, a única pessoa que continua enxergando em meio a uma epidemia de cegueira, conduz um grupo em fuga de um manicômio onde se encontravam confinados, pois as autoridades acreditavam que o problema atingiria apenas uma minoria. A cegueira, no filme como no livro, é a metáfora da insensibilidade e da indiferença em relação aos problemas dos outros, capaz, ainda, de reduzir o homem ao próprio universo de interesses egocêntricos e degradá-lo a ponto de descer ao porão selvageria, igualando-o ao nível dos chamados animais irracionais. Em contraponto, a lucidez da mulher metaforiza a solidariedade, o compromisso com o outro, os valores humanos que mantem a vida social e impedem o caos generalizado. A lucidez jamais poderia ser uma vantagem sobre o outro, um diferencial que permite a opressão e exploração do semelhante, mas, necessariamente, a possibilidade da partilha e da comunhão, sem o que a vida deixa de ser significativa e se constitui em absurdo.








quinta-feira, 15 de junho de 2017

QUERO APRENDER A ESCREVER CRÔNICAS

Ontem consegui estar presente na aula de morfologia da língua portuguesa. Essa matéria começou segunda, mas não pude comparecer num primeiro momento. Já estou no quarto período do Curso de Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e muitas experiências boas me foram proporcionadas. Nesse percurso, me deparei com os mais variados autores, estilos, gêneros (textuais e literários), épocas etc.

Dentre essa variedade, o gênero textual que mais me chamou atenção (até agora) foi a crônica. Não sei se por se tratar de um texto simples, prático, de linguagem clara e objetiva, ou simplesmente por relatar o cotidiano, a crônica sempre me causa fascínio. Adoro ler os textos de Rubem Braga, Nelson Rodrigues e outros. Gosto também das crônicas esportivas atuais.

Pretendo, humildemente, começar a escrever crônicas, principalmente sobre acontecimentos do meu cotidiano, da cidade onde moro, das minhas relações sociais. Para tanto, porém, vou precisar me esforçar um pouco mais no diz respeito ao uso da língua de acordo com a gramática normativa. Quero que meus textos sejam claros, concisos e objetivos.

Preciso colaborar para deixar um algum legado escrito, ainda que mínimo, sobre minha cidade. Pouco ainda se escreve sobre Manacapuru – pelo menos até onde tenho conhecimento. Com isso não pretendo ser um “artista” das letras (risos), só quero fazer o que gosto e quem sabe contribuir de alguma forma.


Johnatas Silva
15/06/2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CUIDADO COM O CORPO, SAÚDE E A MANEIRA PRUDENTE DE SE VESTIR

Texto Base: 1 Coríntios 6.19: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?”

1.Introdução. O cuidado com nosso corpo físico não é uma instrução recente dada por Deus. Pelo contrário, desde muito tempo o Senhor vem instruindo Seu povo de como deve ser o tratamento adequado do seu corpo físico, uma vez que este corpo é a habitação de Seu Espírito Santo.

2. CUIDADO COM O CORPO, SAÚDE E HIGIENE PESSOAL

2.1Boa alimentação. Quando Israel estava sob a liderança de Moises, Deus ordenou algumas leis acerca da alimentação do povo (Levítico 11), com o propósito de manter a boa saúde dos israelitas. Claro que não podemos aplicar ao pé letra aquelas leis nos dias de hoje, porque foram específicas para Israel naquele período, mas podemos tomar como base seus princípios e evitar determinados tipos de alimentos, optando sempre por aquilo que fará bem a nossa saúde física.

Nota: o palestrante pode usar exemplos concretos de alimentos que fazem bem e alimentos que fazem mal a nossa saúde.

2.2 Exercícios físicos.Não há um mandamento específico na Bíblia sobre a prática de exercícios físicos, mas entendo que eles são muito importantes para o cristão, já que somos orientados a cuidar do nosso corpo – que é templo do Espírito Santo. É comprovado pela medicina moderna que os benefícios para quem pratica exercícios físicos são inúmeros: melhor funcionamento dos órgãos, melhor disposição física e mental, prevenção de doenças etc.

Nota: palestrante pode usar exemplos concretos e dar algumas dicas de exercícios físicos, frisando a maneira correta de praticá-los e também o tempo adequado.

2.3 Higiene pessoal. A higiene pessoal está relacionada de forma direta ao zelo que o cristão deve ter com seu corpo. Ela contempla um cuidado minucioso com cada parte dele.

Nota: o palestrante pode usar como exemplos práticos: escovar (cuidar) os dentes, tomar banho regularmente, cortar as unhas, manter os cabelos bem cuidados, andar, sempre que possível, perfumado. Para as mulheres uma dica a mais sobre a questão da higiene no período menstrual.

3 O CRISTÃO VESTINDO-SE ADEQUADAMENTE

3.1 O reflexo externo de uma mudança interna. Por muito tempo a igreja de modo geral entendeu de forma equivocada (e uma parte dela ainda entende) a questão das vestes do cristão. A vestimenta sempre foi ligada à santidade e muitos caíram no erro de achar que determinado tipo de roupa lhes garantia uma vida “santa” com a aprovação de Deus. Porém, hoje, entendo, à luz da Palavra de Deus, que o importante é quando se enfatiza a mudança interior, porque ela automaticamente vai refletir no exterior, inclusive na nossa maneira como nos vestimos. Logo, alguém nascido de novo, que tem comunhão com o Espírito Santo, vai, nesse sentido, se comportar de maneira que agrade ao Senhor.

3.2 Modéstia e bom senso. A instrução bíblica em relação as vestes do cristão é que ele se apresente perante ao mundo com decência e pudor. Paulo, ao instruir o jovem pastor Timóteo, foi bem categórico: “Da mesma forma quero que as mulheres se vistam decentemente, com decência e descrição, não se adornando com tranças nem ouro, nem com pérolas, nem com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que professam adorar a Deus. (1 Timóteo 2.9-10). Paulo não está proibindo o uso de joias, acessórios ou coisa parecida, como interpretam alguns, ele apenas está enfatizando que a veste cristã dever ser observada com prudência e equilíbrio.

Nota: o palestrante pode usar exemplos concretos de irmãos e irmãs que se vestem de maneira inadequada, causando um certo desconforto na comunidade cristã, além de darem margem à prostituição e incitarem nos outros desejos sexuais.

3.3 O mais importante. Vejamos 1 Pedro 3.3-4: “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro e roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de valor para Deus. Mas uma vez a ênfase recai, não no exterior, mas no interior. Pedro mostra que para Deus a beleza deve ser pautar, de fato, “num espírito dócil e tranquilo”. Isso fala de mansidão, de uma atitude discreta e sensata. O cristão que tem essa mentalidade jamais irá se vestir para chamar atenção ou se exibir.

4 Conclusão. O bom trato com o corpo, uma atenção maior a saúde física e se vestir de maneira sábia, são temas polêmicos, de muita controvérsia, mas que precisam urgentemente ser mais trabalhados na igreja nos dias de hoje. O que para alguns parece bobagem ou coisa simples, para Deus não é, visto que Ele requer de nós um padrão adequado de comportamento, para que possamos viver como sal da terra e a luz do mundo (Mateus 5.13).

5 Referências Bibliográficas

Life Application Study Bible. Wheaton, IL: Tyndale House Publishers, 1988.
A Vestimenta Que Agrada a Deus. Disponível em: http://www.estudosdabiblia.net/d63.htm
Modéstia Cristã no Vestir – O Que a Bíblia Ensina? Disponível em: http://igrejapuritanareformada.org/
Cuidados com o Corpo à Luz da Bíblia. Disponível em: http://viglesia.blogspot.com.br/2012/02/cuidados-com-o-corpo-luz-da-biblia.html

Escrito por: Johnatas Silva
Em: 23.08.2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

RESUMO UNIDADE 'A" DO LIVRO "Fonética e Fonologia do Português Brasileiro"

Resumo da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, de Izabel Christine Seara, Vanessa Gonzaga Nunes e Cristiane Lazzarotto-Volcão

Johnatas Silva
O capítulo I da UNIDADE A do livro Fonética e Fonologia do Português Brasileiro, traz de início o objeto de estudo da Fonética e da Fonologia, bem como a distinção que há entre elas. Para as autoras, “tanto a fonética quanto a fonologia investigam como os seres humanos produzem e ouvem os sons da fala” (p. 11), sendo a Fonética responsável por estudar esses sons a partir dos órgãos que os produzem e a Fonologia responsável por estuda-los de forma sistemática e organizada dentro de cada língua específica.
O capítulo II aborda Fonética Articulatória. Trata-se de identificar quais os órgãos articuladores da fala. É apresentado então o aparelho fonador – conjunto de órgãos responsáveis pela produção dos sons da fala (boca, nariz, língua, pulmões, laringe, faringe, traqueia, etc). Esses órgãos, chamados também de articuladores, são divididos em ativos, que são os que se movimentam para a produção dos diferentes sons da fala (língua, lábio inferior, véu do palato, pregas vocais) e passivos, constituídos pelo lábio superior, dentes superiores, palato duro e palato mole.
O capítulo III discorre sobre os Segmentos Fonéticos e tem como objetivo identificar os movimentos articulatórios de vogais e consoantes, bem como cada um de seus órgãos articuladores. São também classificados os Segmentos Fonéticos a partir de seu ponto e modo de articulação e vozeamento. As autoras então apresentam os Segmentos Vocálicos e os Segmentos Consonantais. Como as vogais são produzidas com o ar saindo direto dos pulmões, elas se distinguem das consoantes exatamente pela “inexistência de obstrução à saída de ar no trato vocal” (p. 25). Ainda dentro do Segmento Vocálico, são apresentadas as vogais orais e nasais e também todo o processo de produção de sons delas: altura e posição da língua, posição da boca (abertas, semiabertas, fechadas), o movimento dos lábios (arredondadas, não arredondadas), se são anteriores, posteriores, centrais, encontros vocálicos (ditongo, tritongo, hiato), dentre outros.
Ainda no capítulo III está presente os Segmentos Consonantais. As autoras o dividem em dois grandes grupos: os segmentos surdos (não-vozeados) e os sonoros (vozeados). Como já foi dito, diferentemente das vogais, as consoantes, ao serem articuladas, precisam de obstrução parcial ou total do ar. As consoantes surdas são as que não necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. pata, faca), já as sonoras necessitam da vibração das pregas vocais (Ex. bode, zona). Os pontos de articulação das consoantes são: bilabial, labiodental, dental, alveolar, alveopalatal, palatal, velar, uvular e glotal. Nos modos de articulação as consoantes classificam-se em: oclusiva, nasal, fricativa, africada, tepe (ou tap), vibrante (simples e múltipla), retroflexa, aproximante e lateral.
Finalizando o capítulo III, as autoras trazem a Transcrição Fonética, que é, segundo elas, “a capacidade de representar (através de símbolos) os sons emitidos por um falante do Português Brasileiro quando produz sua fala” (p. 61) e afirmam que existem duas maneiras de se fazer transcrições fonéticas: a restrita e a ampla. Na primeira todos os detalhes fonéticos são levados em consideração, enquanto que na segunda os aspectos mais gerais dos segmentos é que são explicitados.


(Johnatas Silva, aluno do curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

DIÁRIO DE LEITURA DO LIVRO "TERRA SONÂMBULA" DE MIA COUTO

Registros da Leitura do Livro “Terra Sonâmbula” de Mia Couto
Durante toda a disciplina de Teoria e Prática da Leitura, foi-nos dada a missão de fazermos um diário de leitura. Esse diário consiste no registro de nossa trajetória de leitura da obra escolhida, no meu caso “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto; bem como nossas impressões e até mesmo críticas. Sendo assim, deixarei aqui o que me aconteceu nesses dias de leitura.
Primeiro dia: 11 de outubro de 2016.
Neste meu primeiro dia de registros no meu diário de leitura, a sensação é de expectativa para saber quais serão minhas experiências no decorrer da jornada, e ansiedade para descobrir o que o texto irá me revelar. Acredito que será uma leitura prazerosa, visto que o autor da obra, Mia Couto, é um gigante da literatura contemporânea.
Já lendo as primeiras páginas do primeiro capítulo, percebo um vocabulário e uma estrutura sintática diferentes do que estou habituado. Previ que seria assim porque a obra é redigida originalmente em português africano (o autor faz uso frequente de termos típicos de lá). E por esse primeiro contato com o texto, já várias imagens foram acionadas em minha mente: os horrores das guerras e a destruições que elas proporcionam.
Segundo dia: 13 de outubro de 2016
Lendo a situação que o Kindzu enfrentava com sua mãe – o que está escrito no seu primeiro caderno e é lido pelo jovem Muidinga – e como era desprezado por ela, muitas coisas me vieram à mente. Não porque tive algum tipo de problema nesse aspecto com minha mãe, e sim porque isso me leva a pensar em outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. Chega até ser surpreendente o fato de mães desprezarem seus filhos. Logo mães, que sempre demonstram um amor quase incondicional. Contudo na vida real, assim como representada através da arte, essas coisas acontecem.
Terceiro dia: 17 de outubro de 2016
Interessante o capítulo que leio agora! Depois de ficarem sem comida, Muidinga e seu tio vão para a mata atrás de alimento. O jovem receia que o velho possa levá-los a se perderem na mata, e ele teme não poder mais voltar para o ônibus, porque lá, em meio aos rastros e vestígios da morte, existe algo de valor: os cadernos de Kindzu, os quais ele lê todas as noites. (Noites em que ele faz uma viagem diferente). Na cabeça do jovem existe a possibilidade de que ele nunca mais poderá ter aqueles escritos. Isso me mostra o poder que a literatura tem de levar as pessoas a viajarem por outros mundos, fazendo-as, ainda que por algumas horas, esqueceram da realidade que as cerca, não importando quão terríveis sejam elas.
Lembrei-me de um livro que li em 2008 chamado “A Divina Revelação do Inferno”, de Mary Baxter. O livro era de caráter extremamente empírico, e confesso que hoje, depois de alguns anos, eu não concordo mais cem por cento com seu conteúdo, contudo, na época, eu me vi envolvido de tal forma por aquela leitura, que de fato esquecia de tudo e de todos quando a começava. O livro não era pequeno, tinha cerca de 300 páginas, e eu consegui lê-lo em três dias. Eu começa a ler e praticamente não conseguia parar. Me sentia quase vivendo, literalmente, as experiências relatadas nele. Foi até hoje minha leitura mais envolvente.
Quarto dia: 24 de outubro de 2016
A leitura de hoje é sobre o terceiro caderno de Kindzu e dentre as aventuras contadas está a de quando ele se encontra com um anão que veio do céu, o qual o guia, no meio da imensidão do mar, a um navio encalhado num banco de areia. Me chamou bastante atenção essa narrativa porque ele tinha acabado de sair do meio de uma gente faminta, que esperava exatamente o que ele estava vendo: um navio à deriva. Interessante que ele quase não acreditou no que estava acontecendo. Isso já me aconteceu (e acontece) algumas vezes. Quando o que parece impossível se torna possível, às vezes tenho um pouco de dificuldade de acreditar. Tenho certeza de que o Kindzu teve o mesmo sentimento.
Apesar de estar achando a leitura do livro bastante interessante, ela, até agora, não me cativou muito. Não sei. Talvez seja a linguagem usada ou o estilo do autor. Certo é que muitas partes me pareceram chatas. Foi a impressão que tive.
Quinto dia: 31 de outubro de 2016
Meditando nas aventuras vividas por Muidinga e seu velho tio, percebo que algumas vezes reclamo de coisas tão pequenas, tão superficiais. Todo o sofrimento descrito no livro, tanto dos personagens quanto do contexto geral da obra, me faz pensar um pouco mais na vida e dar mais valor a ela, principalmente por morar num lugar que não é o melhor lugar do mudo, mas que é abençoado por Deus. Disso não tenho dúvidas.
A aventura dos dois me mostra o quanto é importante valorizar as pessoas que estão do nosso lado: família, cônjuges, amigos, etc. Fico tão preocupado com tantas coisas, e às vezes acabo esquecendo das principais. Sinceramente, quando comecei a leitura não imaginava que ela me levaria a refletir nessas coisas, mas esse é o poder da arte: tocar no íntimo do nosso ser; nos levar a sensações quase que indescritíveis.


Logo, é preciso viver cada momento intensamente, da melhor maneira possível, pois a vida é como uma flor do campo, ou como dizia o grande pregador Billy Graham: “Esta vida é apenas uma ponte para a eternidade”. 

                                        (Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

CRÔNICA - As Gostosas Águas do Lago do Miriti

CRÔNICA
As Gostosas Águas do Lago do Miriti
Aqui na famosa Orla do Miriti, do ponto seu ponto mais alto – o mirante –, contemplo o balanço das turvas águas do lago do Miriti. Estão turvas porque é época de seca, mas quando a cheia vem, elas se tornam negras e brilhantes aos raios do sol. Toda essa visão me remete um período ímpar da minha vida: infância.
É como se estivesse acontecendo neste exato momento. Os passos acelerados de uma garotada que adorava pular n’água, o grito forte dizendo “quem pular por último é a manja”, as gargalhadas estridentes... Meu Deus, aquilo sim era alegria pura! Eu, particularmente, não via a hora de sair da escola, jogar um bom futebol no campinho atrás de casa e depois ir tirar o suor nas gostosas águas do Miriti.
Isso era durante a semana, porque aos domingos o “point” era aqui mesmo, na Orla. Sim, na Orla. Aqueles domingos ensolarados eram perfeitos para os manacapuruenses virem se refrescar no nosso tão querido lago. Famílias inteiras viam para cá. Faziam churrasco, jogavam futebol, vôlei etc. Sempre embalados por música ao vivo de bandas locais. E é claro muito banho, mesmo quando as cana-arana e os murerus tentavam atrapalhar. Aliás, era bem mais empolgante brincar de manja entre eles. Era mais emocionante ter que mergulhar entre os capins.
Hoje a realidade não é mais tão parecida como a de antes. A Orla e nosso querido lago estão, de alguma forma, abandonados. Muita vegetação, muito lixo, muita poluição e pouco cuidado com esses tão valiosos patrimônios da nossa cidade. Contudo, essas coisas não apagarão jamais a beleza e a importância que eles têm para o povo de Manacapuru.
O lago do Miriti sempre será aquele nos “purifica”, aquele que coloca água nas nossas torneiras, aquele que nos dá peixe; é verdade, peixe sim, eu mesmo peguei muitos quando adolescente, tenho testemunhas!
Ele será, tanto para as gerações passadas como para as vindouras, o lago das águas gostosas, das águas negras e refrescantes.
Johnatas Silva

DIÁRIO DAS MINHAS OFICINAS DE LEITURA #Letras (Teoria e Prática da Leitura)

Oficina 1: 27 de setembro de 2016
Curta-metragem: Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore - debate e análise
Depois de assistirmos o curta, tivemos alguns minutos para debate e interação acerca do conteúdo do filme. O debate foi bastante proveitoso por conta das diferentes leituras e interpretações feitas pelos colegas acadêmicos.
Particularmente o curta me trouxe a ideia de que através da leitura nos reinventamos, nos transformamos. A leitura nos traz vida nova e uma nova forma de ler e encará-la.
Oficina 2: 28 de setembro de 2016
Movimento por um Brasil literário (leitura e curta-metragem: “A palavra conta”)
O debate sobre o tema proposto foi bom. Alguns colegas relataram experiências de leituras e de como esta foi e é importante para sua formação como pessoa. E isso está relacionado ao conteúdo o documentário que traz a importância da leitura na vida das pessoas.
Algo que me chamou bastante atenção no vídeo é que ele nos conscientiza de coisas que são indispensáveis para um sociedade que deseja um progresso, um desenvolvimento e um cidadão mais humanizado. O vídeo fala da leitura como impulsionadora de sonhos. Fala que mais bibliotecas precisam estar disponíveis ao povo. E por fim, mostra que não é só tarefa da escola formar leitores, ao contrário, é tarefa de todos. A cultura da falta de leitura dos brasileiros precisa ser mudada e isso só será possível com o empenho e esforço de todos.
Oficina 3: 03 de outubro de 2016
Leitura de artigos acadêmicos e debate
As atividades da oficina começaram com os grupos reunidos na sala, lendo seus respectivos artigos referentes à leitura. Textos acadêmicos que tratam dos processos de aquisição da leitura; das práticas da leitura na família e na escola; da leitura e sua promoção, dentre outros.
Após as leituras, foi aberto o debate entre os grupos acerca das temáticas abordadas nos artigos e as contribuições de cada acadêmico foi significativa. Falamos dos processos de aquisição da leitura e de como o contexto social e familiar, num período pré-escolar interfere e muito nesses processos. As habilidades de leitura dependem de vários fatores (internos e externos) e há um vasto campo interdisciplinar que mostra como eles funcionam.
Oficina 4: 04 de outubro 2016
Leitura de memes
A oficina começou com os grupos reunidos, analisando os memes. Depois partimos para o compartilhamento de ideias. Pra mim, ficou evidente a real necessidade de um conhecimento prévio no ato da leitura, principalmente o conhecimento enciclopédico que se refere aos conhecimentos gerais sobre o mundo e sobre as vivências pessoais.
Oficina 5: 07 de outubro 2016
Uma temática, diversos gêneros: comparando leituras
Foi trabalhada a temática loucura dentro de gêneros diversos: resenha, trailer de filme, vídeo clipe, biografia. Foi debatido a organização de cada gênero, suas finalidades, sua composição, linguagem e a compreensão de cada um.
Falamos das contribuições à psiquiatria de Nise da Silveira, com sua TO (Terapia Ocupacional); do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, que era diagnosticado com esquizofrenia; e da poeta Stela do Patrocínio.
Oficina 6: 18 de outubro de 2016
Práticas de leitura através do gênero literário fábula
A oficina foi aplicada por sete grupos de acadêmicos do Curso de Letras Mediado no CETI – Centro de Educação de Tempo Integral Washington Luís Régis da Silva, nas turmas do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental.
A preparação deu-se a partir das orientações vindas das professoras MSc. Elaine Andreatta e MSc. Fátima Souza, do estúdio em Manaus, e também da nossa professora assistente Dra. Auricléa Oliveira das Neves. A partir dessas orientações, fizemos reuniões no contra turno na casa de um dos acadêmicos membro do grupo.
Decidimos trabalhar a leitura e suas diversas modalidades, usando o gênero literário fábula. O texto que escolhemos foi o A Força dos Jacarés ou A Onça Não é “Bicho”, do nosso colega acadêmico Raimundo Nogueira. O texto satisfazia todas as características necessárias em uma fábula, o que nos possibilitou trabalharmos bem a oficina, desenvolvendo cada atividade com precisão.
O objetivo da oficina era, primeiramente, apresentar aos alunos o gênero fabula, bem como suas características e estrutura, e a leitura em diversas modalidades (individual, pelo professor, coletiva). E também a análise e discussão sobre a temática abordada no texto.
Começamos a oficina às 13h, fazendo com os alunos algumas atividades recreativas (dinâmicas), por conta de um pequeno imprevisto que tivemos com nosso material. Depois disso, já com tudo normalizado, demos início, de fato, as atividades contidas no plano da oficina.
O acadêmico Jackson deu início, saudando os alunos e apresentando cada membro do grupo, esclarecendo o porquê de estarmos com eles naquela tarde e pontuando quais eram nossos objetivos. Em seguida a acadêmica Luanda iniciou uma conversa com a turma, levantando alguns conhecimentos prévios acerca do gênero fábula, e mostrou o um vídeo de dois minutos que falava a respeito do gênero, tudo isso já para sensibilizar os alunos e prepará-los para a leitura que viria mais adiante.
Depois do vídeo, o acadêmico Johnatas, com base no levantamento prévio feito pela acadêmica Lauanda e no conteúdo do vídeo, explanou de forma mais detalhada o gênero fábula (forma composicional, características, estrutura, marcas linguísticas, objetivo).
Após as etapas descritas acima, o acadêmico Raimundo Nogueira começou a atividade de leitura. Distribuímos para cada aluno uma cópia do texto da fábula trabalhada. Eles fizeram primeiro uma leitura individual e silenciosa – tiveram cerca de sete minutos para isso. Em seguida, o acadêmico Raimundo Nogueira leu em voz alta e aproveitou, então, para iniciar uma conversa com eles e pontuar algumas características do texto, tais como vocabulário, personagens, ambientação etc.
A partir daí iniciou-se um processo de discussão sobre o texto. Solicitamos que eles opinassem sobre o tema tratado na fábula; suas impressões sobre o texto; qual a relação do texto com a realidade, entre outros. O resultado foi excelente. Quase toda a turma participou, opinou, dizendo o que pensavam do texto, e quais as reflexões que fizeram a partir da leitura. Muitos fizeram uma relação interessante entre os personagens (animais) da fábula com pessoas, principalmente com políticos da atualidade, tanto do cenário regional como nacional.
Ainda no clima de debate, pedimos para que cada um escrevesse as virtudes e defeitos que eles observaram nos personagens da fábula. Preparamos uma caixinha e cada aluno pôs seus pequenos textos nela. Feito isso, tiramos, de forma aleatória, de dentro da caixa alguns desses mini textos e comentamos sobre eles. Mais uma vez, o resultado foi fantástico. Eles descreveram bem as impressões que tiveram dos personagens e mais uma vez tivemos uma discussão bastante produtiva.
Continuamos as atividades formando dois grupos de sete alunos para que fizessem um pequeno teatro, dramatizando a fábula. As acadêmicas Amábyle e Lauanda ficaram responsáveis por conduzirem as apresentações. Para isso, preparamos máscaras dos animais personagens da fabula para os alunos usarem na hora da dramatização. Foi um momento bastante divertido e, claro, pedagógico também.
Já encerrando, formamos oito pequenos grupos e distribuímos uma atividade avaliativa, solicitada pela nossa professora Dra. Auricléa Oliveira das Neves. O objetivo era saber o que eles acharam da oficina em termos gerais – as atividades feitas, o tempo, a aprendizagem e a preparação dos oficineiros. Encerremos a oficina às 16h.
Palavra final sobre as oficinas
Aqui encerro meu diário, grato primeiramente a Deus pela oportunidade, e à todas as pessoas envolvidas nesse processo: professores (as), colegas acadêmicos, etc. Todas as atividades feitas, seja dentro do campus ou fora dele, me fizeram acreditar que é possível ter uma prática educacional de maior qualidade e que sabendo usar as ferramentas certas, podemos ajudar a formar cidadãos melhores para o futuro.

                                        (Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

MINHAS MEMÓRIAS DE LEITURA

Não são muitas as minhas recordações de leitura quando criança. Isso porque até meus sete anos de idade fui criado em localidades onde não havia escolas. No entanto, mesmo sem ter acesso ao mundo das estórias escritas no papel, eu fui apresentado, desde bem pequeno, às estórias que minha avó-mãe contava de forma oral. Ah, aquelas estórias eram tão boas de se ouvir! Lembro-me de que sempre antes de dormir, meus primos e eu, pedíamos pra ela nos contar uma de suas belas estórias. A nossa favorita e quase sempre escolhida era “A Moça da Terra Vermelha”.
Lembro-me das vezes que ia visitar os parentes no interior e sempre ouvia boas estórias dos meus avós, tios, primos etc. Muitos “causos” eram contados – às vezes me davam medo. Os assuntos eram os mais variados, mas se falava principalmente dos acontecimentos da vida no meio do interior, do meio da mata. Coisas bem regionais.
O tempo passou, eu cresci, e essas estórias ficaram só nas lembranças. Quando entrei na escola, com nove anos, tive aversão à leitura. Meu Deus! Todas as vezes que o professor me chamava à frente para ler, era uma tortura. Eu era péssimo. Lia por obrigação – e muito mal por sinal.
Mas esse não foi meu fim. Quando estava no ensino médio, em 2007, aconteceu algo na minha vida que mudaria radicalmente minha relação com os livros: me tornei cristão. E como um “bom” novo cristão, comecei ler a Bíblia. Dia após dia, viajando pelas parábolas de Jesus e pelas empolgantes narrativas de Paulo, eu me apaixonava mais pela leitura.
Parábolas como a do “Jovem Rico”, a qual me ensinou que na vida do cristão as coisas celestiais são mais importantes que as terrenas, e que deve-se lidar de maneira sábia com aquisição de bens materiais. E nas aventura de Paulo, percebendo todo seu percurso de vida, após sua conversão, aprendi que as adversidades e turbulências são parte da trajetória cristão, por isso não devemos desanimar frente à elas.
Meus novos amigos cristão passaram então a me recomendar a leitura de outras literaturas, mas todas com conteúdo referentes a minha nova fé. Isso me ajudou ainda mais e me tornei assíduo leitor de famosos escritores do segmento. Nesse período, o livro que me marcou profundamente foi “Bom Dia Espírito Santo!” de Benny Hinn. Foi uma leitura envolvente (li o livro três vezes) que tratava da própria experiência de Hinn, o que me impulsionou a viver aquilo que ele experimentara: um contato real e pessoal com Espírito Santo. Como também não mencionar “Uma Vida com Propósitos” de Rick Warren. Sem dúvida um dos melhores que já li até hoje. Com ele aprendi a valorizar as coisas que realmente importam para Deus; e aquilo que Ele planejou para minha vida. Li o livro em quarenta dias, pois o desafio era ler um capítulo por dia. Foi uma experiência única.
Nessa época também que conheci os blogs de internet. Eu passava horas na frente do computador lendo articulistas de renome e me deleitando em temas interessantes da Bíblia Sagrada. Os meus favoritos eram o Blog do Ciro e o do Júlio Severo. Os dois traziam (e trazem até hoje) temas polêmicos, tanto do meio cristão quanto fora dele. Comecei daí a ter uma postura um pouco mais crítica acerca de muitas coisas. Aqueles períodos de leitura foram de grande valia pra mim. Também lia – e ainda leio – blogs de outras temáticas: esportes, política, cultura, saúde, tecnologia etc.
De fato, é sempre edificante trazer esses fatos à memória, pois sempre me dão inspiração para continuar lendo o mundo ao meu redor, fazendo-me acreditar piamente que a leitura realmente tem o poder de transformar vidas.

(Johnatas Silva, aluno do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Análise Literária do Poema "FAZ ESCURO MAS EU CANTO" de Thiago de Mello


Amábyle Karoline
Irenilde Assis
Johnatas Silva
Lia Mara Veloso
Nayara Chargas
Raimundo Nogueira


INTRODUÇÃO

 O poema Faz Escuro Mais Eu Canto, de autoria do poeta amazonense Thiago de Mello, é um texto de gênero lírico que expressa sentimentos e emoções, permeados pela função poética do autor, enfatizando as dores, lutas e alegrias da sociedade em seus versos. O poema é parte do livro que leva seu nome, publicado em 1966, durante o período de ditadura militar, no qual Thiago de Mello esteve exilado e escreveu esta e muitas outras obras literárias.
Amadeu Thiago de Mello nasceu em 30 de Março de 1926, no município de Barreirinha no Estado do Amazonas. É um dos maiores e mais influentes poetas do país, reconhecido como ícone da literatura regional. Foi conhecido em 1975 internacionalmente, ainda no regime militar, como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos, com a publicação de algumas obras. A Obra Literária “Faz Escuro Mas Eu Canto” vincula-se na terceira geração do Modernismo e é marcada pelo engajamento político e pela preocupação social.
O país enfrentava nas décadas de 60 à 80, sucessivos governos militares, os quais puseram em prática vários atos constitucionais que suprimiram a liberdade de civis e que culminaram no encarceramento, tortura de civis e exilio de vários escritores, censurados por suas obras em todos os meios de comunicação do país.       

1 OBJETIVOS
1.1 OBJETIVO GERAL
Conhecer o gênero lírico e seus elementos a partir do poema Faz Escuro Mas Eu Canto de Thiago de Mello.
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·   Analisar o poema sob a perspectiva dos elementos teóricos que caracterizam o gênero lírico;
·   Apresentar o plano de expressão e estrutura do poema;
·   Identificar a temática abordada na obra.
2 ANÁLISE LITERÁRIA
2.1 Estrutura do poema
O texto de Thiago de Mello, um poema, pertence ao gênero lírico, que expressa, ordinariamente, sentimentos e emoções e se utiliza da função poética da linguagem. Quanto ao conteúdo, o poema em estudo aproxima-se de uma elegia, pois fala de um tempo tenebroso, de ausência de claridade, mas também de obstinação, inconformismo em face do momento vivido pelo eu lírico.
O poema possui uma única estrofe composta de quatorze versos heterométricos. O menor verso (“Já é madrugada”) tem cinco sílabas poéticas e o mais longo (“que é para esquecer o que eu sofria”), doze sílabas. A maioria dos versos, contudo, possui sete sílabas, fenômeno que dá ao poema certa regularidade rítmica.
Os versos não obedecem a um esquema de rimas, mas existem campos sonoros espalhados por todo o corpo do poema (mudar/esperar, alegria/sofria, coração/multidão, alegria/dia). A musicalidade é produzida, também, por sequencias de assonâncias e aliterações (“Vem ver comigo, companheiro” / “porque a manha vai chegar”) (ANEXO I).
No texto, há predominância do verbo na forma nominal do infinitivo: chegar, ver, mudar, dormir, esperar, esquecer, trabalhar. O presente ocorre com menor frequência: canto, quero, sofre, vamos, é. O pretérito imperfeito ocorre apenas uma vez; sofria (ANEXO I).
A forma nominal nomeia uma ação ou estado, mas que é neutra, quanto às suas categorias gramaticais tradicionais, ou seja, tempo, modo, aspecto, número, pessoa, como se vê, o poeta construiu seu poema evitando o uso de modelos fixos, no que diz respeito a estrofes, rítmicos, isto é deliberadamente evitou a fôrma.

2.2 Conteúdo do poema
O poema faz escuro mais eu canto tem como tema a exaltação do homem e sua luta pela liberdade e esperança, está carregado de críticas político social: o autor denuncia o caos político, faz alusão a várias temáticas relacionadas, a questão política do homem, também demonstra ser uma obra marcada por questões existenciais e de extremo engajamento social. Dando ênfase aos oprimidos e a luta por uma sociedade solidária. Ênio Silvera ressalta que:

A candente autenticidade de seus versos decorre, além do mais, da firme coerência que existe entre a obra e o modo de ser do poeta. Não se fechando em gabinetes, ele se põe por inteiro nessa luta em busca da justiça e da dignidade, e tem pago duro preço por isso, inclusive detenções arbitrárias e o amargor do exílio." (ÊNIO SILVEIRA)

Como boa parte da geração modernista de 45, a poesia de Thiago de Mello traz consigo a beleza amarga vivida pela ditadura, demonstrando uma enorme inquietação com a condição humana e a solidão que sofrera no exílio.
Relativo ao estilo de época a poesia de Thiago de Mello faz parte do Modernismo contemporâneo.
Sua poesia é dedicada ao canto de problemas sociais, humanos e especialmente contra o autoritarismo de 1964. A poesia de combate do poeta amazonense em Faz escuro, mas eu canto denuncia problemas vivido pelo autor.
Quanto ao plano de conteúdo é carregado de subjetivismo e intensa densidade existencial o que expressa dor e o sofrimento do ser humano diante de um mundo em ruinas. O poeta usa os seus versos como arma e ao mesmo tempo como um convite ao povo para juntar-se a ele nessa luta por liberdade (ANEXO I).
Em referência ao plano formal a poesia de Thiago de Mello já nasceu sob o signo da liberdade – essa liberdade contínua é exaltada. Faz uso de linguagem em construções simples. No poema faz escuro mas eu canto, o poeta não ostenta palavras difíceis em sua construção para que não dificultem a compreensão do leitor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho fez uma abordagem sobre o gênero lírico que expressa sentimentos e emoções, utilizando-se da função poética, dando ênfase ao poema “Faz Escuro Mas Eu Canto” de Thiago de Mello, que traz no seu contexto uma bagagem literária não só de combinações de palavras e rimas, mas também a emoção do período da ditadura e mostra a luta pela liberdade de expressão, esse engajamento em despertar nos leitores os sentimentos e emoções vividos na época, expressa através do estado de alma do eu-lírico no poema.
Uma busca nas fontes especializadas, revela que existem poucos estudos e análises teóricas sobre autores e obras da nossa região, sendo certo que não se encontra na literatura especializada quaisquer estudos disponíveis ou acessíveis ao leitor comum sobre o poema “Faz escuro, mas eu canto”, de Thiago de Melo, o que justifica o presente trabalho.
Portanto a análise de um texto literário vai muito além de elementos constitutivos, envolve uma série de aspectos que nos instigam numa busca incessante de conhecimento, nos faz viajar além do tempo, provocando a reflexão não só do texto, mas de todo processo histórico, social e cultural de determinado período literário, nos dando além de aprendizagem, o prazer de degustar o universo literário e seus maravilhosos eu-líricos existentes nele.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NASCIMENTO, Dilce Pio; SICSÚ, Delma Pacheco; LOURO, Francisca de Lourdes Souza. Teoria da Literatura II. Manaus: UEA Edições, 2016.
SAMUEL, Rogel. Novo Manual de Teoria Literária. 2ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.


http. www.jornaldapoesia.jor.br/htmn

sábado, 1 de outubro de 2016

15 ou 90?

1. Em 2014, boa parte da IEADAM (em todo Amazonas) era 90 de corpo e alma. O 15, naquele ano, era um número “horrível”.

2. Na ocasião, o atual prefeito apoiou o 15 (candidato de seu partido), contrariando as lideranças da igreja e o “Projeto”.

3. Neste ano, boa parte da IEADAM (em Manacapuru) é 15 de corpo e alma e o 90 é que é um número “horrível’.

4. Em seu último comício (29), o atual prefeito disse que “se Deus quiser” Eduardo Braga, 15, assume o governo no próximo pleito e as coisas vão melhorar em Manacapuru.

5. Mas, e se Melo, 90, tentar a reeleição? Como a IEADAM se posicionará? Será 15 ou 90? A dúvida está no ar.

Bom exercício de cidadania a todos. Vote consciente. Deus abençoe você!

(Texto de Johnatas Silva)

UMA SELEÇÃO DE FRASES

  "A raiva não é o problema; o problema é como você lida com ela" (Ed Young) Anotada: 15/01/2014 "A conversão tira o cristão ...