Depois de uma negociação empolgada, eu disse que iríamos só fazer os acertos da
entrega e montagem. O casal de senhores estava com um belo sorriso estampado no
rosto. De repente a surpresa:
- Senhor, há um débito no seu
nome aqui – eu disse. Automaticamente o semblante dele mudou.
- Não é possível, isso não é
meu. Não compro nada faz tempo – disse com a mão na cabeça.
Expliquei detalhes (data,
produto, forma de pagamento) da dívida, quando de repente ele lembrou. Ao mesmo
tempo a esposa se mostrou também lembrar do que se tratava. E eu também, por já
ter presenciado a cena por diversas vezes, já sabia.
Houve um silêncio. Quando me
virei para ele seus olhos estavam cheios de lágrimas, e eu imediatamente fixei
o olhar a tela do computador. Ele suspirou fundo e as lágrimas, poucas é
verdade, começaram a rolar. A esposa, também com os olhos marejados, disse:
- Dela a gente pode esperar
qualquer coisa.
Ele só me agradeceu e disse
que iria resolver quando pudesse. Eu sorri e disse que tudo ficaria bem. Após perdê-los
de vista, pensei: o choro dele não foi pelo valor, e sim pela decepção de ser enganado
pela própria filha.
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